segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

A pequenez de um País

Morreu Eusébio.
Sentidos pêsames aos seus familiares.
Que descanse em Paz!
Vivi alguns momentos de euforia e alegria com a sua magia, na minha juventude.
Morreu com a dignidade que merecia, depois do que fez pelo Benfica e por Portugal, ao serviço da Seleção e da Federação Portuguesa de Futebol.
Sincera e seriamente uns, outros hipocritamente, foram muitos os que na hora da sua morte não perderam a oportunidade de lhe manifestar a sua “grande admiração e amizade”...
Se tivesse morrido quando andava a arrastar-se nos estádios do Beira Mar ou do União de Tomar certamente que muitos dos “amigos” de hoje, assobiariam para o lado a fingir que não o conheciam, mas felizmente essa fase foi superada e, felizmente, a “pantera negra” acabou por terminar os seus dias de forma digna, depois de muito sofrer e de ter dado “tudo” ao Benfica e muito ter contribuído para País.
Ainda bem que Eusébio não acabou como Vítor Batista e tantos outros! Se tal tivesse acontecido lá se ia (tenho a certeza) o luto nacional, as cerimónias oficiais o beija-mão dos governantes e dos políticos, para já não falar do cidadão anónimo que tantas vezes se esquece de ficar reconhecido...
Causa-me náuseas ver nas cerimónias fúnebres de Eusébio algumas “figurinhas” da nossa praça a falar para as câmaras da TV...
E sobre Eusébio fico-me por aqui, porque o que eu quero salientar neste breve escrito é o papel vergonhoso, horripilante, asquerosamente triste da comunicação social, que fez da morte de Eusébio uma “guerra” de audiências, esquecendo-se completamente do País real.
Estou convicto que só não transmitiu a morte de Eusébio em direto, porque para isso, por enquanto, é necessário dar autorização.
Pobre País o nosso! Que pequenez!
E quem ouvir falar alguns “conceituados jornalistas”, até parece que são cultos!

Post Scriptum

Eusébio:
Que o manto dos Deuses te cubra de honra e glória
Tu fazes parte da nossa História!
Se te convidarem para o Panteão

Diz-lhes que não!

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