terça-feira, 24 de março de 2015

Os tecnocratas especuladores

Insensíveis perante a miséria e a desgraça
Nem dão conta que o tempo passa
Só pensam na sua ambição e riqueza
Esquecidos que morrem...de certeza!

O desprezo pelo seu semelhante
É enorme, imutável e constante!
Regalam-se a olhar para o umbigo
Os outros são joio, eles são trigo!

Desrespeitam a Natureza
Vivem em completa avareza
Pensam que o Mundo gira à sua volta...

São desumanos para as pessoas
Apenas assumem as coisas boas...

É isto que a mim...me revolta!

segunda-feira, 23 de março de 2015

Encorning

Depois do mamading (consiste em mulheres fazerem sexo oral aos homens, em discotecas, em troco de bebidas grátis) e do mineting (versão oposta do “mamading”, com as mulheres a beneficiarem da  “capacidade linguística” dos homens e estes a beneficiarem das bebidas grátis) está em franco desenvolvimento uma nova modalidade, conhecida internacionalmente por encorning!
Encorning é uma prática que consiste em “adornar” o “legítimo companheiro/a” com um belo par de adereços, registando /documentando cenas intimas que depois lhe são enviadas pelo “substituto”, acompanhadas de mensagens hilariantemente provocatórias e ofensivas! Como vingança, o legitimo “escarrapacha” a “cena” na comunicação social! 
Tudo isto a troco de nada que não seja a satisfação das suas mentes malévolas e perversas.

Os intervenientes no processo designam-se por:
Encorner – homem ou mulher que começa a pescar em sítios proibidos e não só “disfruta” como ainda se diverte a achincalhar o corneded
Infidelium – homem ou mulher que dá alma ao encorner
Corneded – homem ou mulher que denuncia nos media o encorner

Encorning é uma designação que se aplica exclusivamente a classes prestigiadas, pois caso contrário designa-se por “filhadaputice barata”, “sacanisse muito suja”.
Não sei se os meritíssimos são ou não adeptos praticantes de encorning, mas não me coíbo de opinar que me parece uma prática desajustada à condição de Juiz, pois pela natureza das funções que exercem, penso que devem viver arredados da devassa e de outras aberrações mundanas!

Com comportamentos deste tipo, por parte de juízes, a Justiça sai desprestigiada, pois se por um lado a liberdade sexual é um direito de cada um, o mesmo já não pode dizer-se relativamente à devassa da vida privada.
O comportamento vergonhoso destes senhores doutores Juízes deve, em minha opinião ser severamente castigado. Para lá do facto de os apetites e atos sexuais da Juíza terem sido devassados, é muito triste pensar que é gentinha deste jaez que, por debaixo de umas vestes pretas, julga e decide sobre a vida de cidadãos. Para além disso vislumbro aqui um crime económico, pois não me parece que o encorner e a infidelium pagassem os custos de utilização dos gabinetes onde faziam os seus “manjares” ...

O direito de quecar da (neste caso) infidelium é inalienável, mas  também me parece-me que agiu de forma moralmente condenável, porque usou como “sala de refeições” um local impróprio e sem pagamento de custos! Isso não serve, no entanto, de alibi para os colegas detentores do “uso fruto” se portarem como verdadeiros canalhas!
A atitude dos meritíssimos é de “um mau gosto perverso” e de um “bananismo repugnante”.
Defendo os “danados para a brincadeira”, mas não tolero esta sujeira!

A minha enorme preocupação relaciona-se com o futuro daquela “pobre” e “bem estruturada” criatura!
 Coitada!
Que vai ser dela agora? Pode ficar cheia de complexos e vir a sofrer de “inconseguimento”! (ainda bem que não está na AR)
Será que vai encontrar quem lhe “arrufe” o desejo, aparentemente muito intenso?
Uma mulher na flor da idade não pode ser vítima da estupidez de um “amante” mesquinho e de um marido não mais que isso!

Proponho a criação de uma “onda de solidariedade nacional” de apoio à meritíssima, em que homens honrados condenem este encorning e estejam disponíveis para substituir aqueles malvados...
Ninguém deve morrer à míngua!
Apetece-me chorar só de pensar nos dias amargos por que deve estar a passar e das perdas irreparáveis dos momentos de intenso prazer de que foi privada, pela atuação, a todos os títulos reprovável, de dois sem-vergonha


Em jeito de remate, aqui deixo uns versos que ouvi recitar certo dia a um velhote, já falecido e que guardo na memória. Claro que não era Juiz... e daí eu achar graça e partilhar convosco!

Enquanto eu acaricio
Ela procura o tal
Eu fico cheio de cio
Ela fica igual...

Quando fico a escaldar
E lhe estimulo as humidades
Pede-me para entrar
Sem quaisquer formalidades

Chegados aos finalmente
Eu blasfemo, ela grita
No reverso ou na frente

É uma “festa” catita...

quarta-feira, 18 de março de 2015

O LÁPIS DE VAROUFAKIS

Meu caro Varoufakis
Pega no lápis
E na borracha
E não desistas do teu vai ou racha!
Não caias na tentação da violência
Utiliza os argumentos da Ética e da Ciência
A miséria e a insensibilidade social
Acabam sempre mal...
Sem meios...nada se pode pagar
Seja na Grécia ou em qualquer lugar!
As fórmulas, os cálculos e coisas tais
Não resolvem “equações” sociais

Meteste-te numa alhada tremenda
Quando meteste a dívida em agenda...
E impuseste condições
Aos poderosos “senhores” dos cifrões!
Nunca te irão perdoar
A ousadia de os enfrentar...

Não tardará muito que a culpa seja toda tua
E até o Povo venha para a rua
Chamar-te mentiroso e outros nomes feios...
Atacar-te...por todos os meios!
Quem hipotecou o futuro
Vai poder voltar ao mercado
 Será novamente acarinhado!

Quem é “sério” e tem “razão”
Foi quem instalou e deixou instalar a corrupção...
Quem fez batota descarada
(evidentemente) A troco de nada!

Tu és um “malfeitor”
Que disseste não ao “bom especulador”
Que para poder mandar e escravizar
Emprestou o que sabia que não era possível pagar!

Por seres de esquerda, tens que ser pobre
Não podes ter tempo que te sobre...
Não podes gozar os prazeres da vida
Porque isso é para gente  “eurosnutrida”

De pouco vale a inteligência e o saber
Contra os argumentos do poder...
Mas é preciso continuar
A acreditar
Que água mole em pedra dura
Tanto dá até que fura!

Post Scriptum
Quem souber explique-me isto:
Com juros usurários o capital é de risco?
E quem arriscar

Tem sempre direito a petiscar?

terça-feira, 17 de março de 2015

Escravidão “moderna”

A maneira de nos escravizar
É emprestar-nos dinheiro
Que não podemos pagar
Por inteiro...

Vamos pagando conforme as posses
E a Liberdade foi de “frosques”

Muito preferem dinheiro a ser livres
São mentecaptos...felizes!
O cérebro definhado...
Só lhes mostra “um lado”
Confundem a miséria real
Com um mundo que apregoam...virtual!
Não querem ver que uma coisa, somos nós
Outra são os mundiais “contras e prós”
E que os que não têm posses para limpar o cu a notas
Não são “borra botas”!

Coitado d quem pensa só em si
Apetece-me dizer pi pi pi pi ...

Temos que pensar pra lá da rotina
Sair da nossa área de conforto
Acreditar que a vida não é uma Sina
E que, por haver fome, o “equilíbrio” está torto

Gostava de saber por que é que os ciganos não param na Alemanha
E os chineses invadem Portugal
Tudo à luz do Direito Internacional...
Que hipócritas são os especuladores poderosos
Para mim...miseráveis mafiosos...
Quem “armou” esta artimanha?

Não me limito a mostrar, como Varoufakis, o meu dedo médio...
Faço, com tristeza, um manguito
Sinto mágoa, morro de tédio...

Está tudo dito!

quinta-feira, 12 de março de 2015

Triste Povo

Isto é um pântano com crocodilos
Disfarçado de um lago com grilos...
Saqueiam e o Povo cala
Sempre na esperança de viver à pala...

Triste Povo
Que confundes o Pão como o engodo!

Benesses, mordomias e outras regalias
São o pão nosso dos nossos dias
Desde que lhe toque uma migalha
O Povo suporta esta canalha...

Triste Povo
Que confundes o Pão como o engodo!

Sempre disposto a espezinhar o mais fraco
O Povo troca a honra por um pataco
E o vizinho é que é o velhaco!

Triste Povo
Que confundes o Pão como o engodo!

O povo disfarçado de Povo
Até já fala num Homem novo
Que há de vencer no mundo todo!

Triste Povo

Que confundes o Pão como o engodo!

quarta-feira, 11 de março de 2015

Os caloteiros

Os caloteiros agem todos da mesma forma...
Ou se esqueceram ou desconhecem a norma...
E quando lhe “agarram” o “pé” de vigário
Dispõem-se a pagar o que for necessário!

Tenho mais respeito por ladrões declarados
Que não se desculpam quando são apanhados...
Assumem as responsabilidades
E, se for caso disso, vão “espreitar” para trás das grades!

Condeno os que utilizam a violência
Para esses já não me sobra paciência...
Porque sou um defensor da Paz

Odeio mentirosos e falsos profetas
Lambe botas e outros patetas

Ricos ou pobres, tanto me faz!

quinta-feira, 5 de março de 2015

Os fora da lei...

Com tantos fora da lei
Onde vamos parar? – Eu não sei!
Quem não paga ao fisco nem à Segurança Social
E não declara os bens ao Tribunal Constitucional
E diz desconhecer que era obrigado
Ou é mentiroso ou está “passado”
São destes licenciados em gestão
Que o FMI quer para nos “dar a mão”...
São os reis da incompetência e da ignorância
Que trocam os valores pela arrogância
Não passam de ser reles mentecaptos
A fazer coisas para que não estão aptos...
Recebem pra pôr o rabisco
E depois esquecem-se do Fisco!
Pobre País, triste sina
Com tanto aldrabão a mijar-nos em cima!

Quando formos um Portugal a sério
Há de acabar o tempo do minério
Das bulas e dos indultos
E dos iletrados disfarçados de cultos!
A massa encefálica de algumas elites
Parece ter resultado de gastroenterites...

Antónios,  Lelos, Paulos e Pedros...
Um malcheiroso “poço de segredos”...
Tudo vai ficar impune
Mas não deixa de ser estrume!
Para eles, que esfregam  a barriga

Aqui deixo a minha “figa”!