quarta-feira, 30 de Julho de 2014

A alta finança e os Media

A Justiça vai passar ao lado
Dos jacarés
Que mamavam na teta do BES
E seguravam o Ricardo Salgado?

As suas empresas
Vão mais uma vez sair ilesas?
Vamos ser nós a pagar
Os roubos dos falsários
Que estão a proliferar
Em Países vários?

Que Democracia é esta
Onde os tubarões escapam pela fresta?

O que faz a TV, a Rádio e os Jornais
Perante os crimes destes chacais?
A (in)dependência dos jornalistas
Tolda-lhe as vistas?
O rigor, a verdade e a isenção
São “apanágio” da sua profissão?
Quando os peixes são graúdos
Ficam quedos, surdos e mudos?

Que deontologia jornalística é esta
Que se centra na árvore e esquece a floresta?

Todos batem no “ceguinho”
Para proteger o padrinho...
Mas se ele cai ao charco
Apanham logo outro barco...
E colocam na “première page”
Habilidosos temas de “lavage”.

Que comunicação social é esta

Que vive de silêncios e faz da desgraça uma festa?

segunda-feira, 28 de Julho de 2014

Os traques da Ambrósia

Conta-se que a Ambrósia era uma figura típica de uma aldeia recôndita, ali para os lados do Sol-Posto. Ganhava a vida como “bruxa” a tentar adivinhar o valor de pessoas que o dinheiro tornou famosas. Classificava os “famosos” em feiras e romarias (era assim uma espécie de Rebelo de Sousa em tempos idos, mas em formato menos culto e menos rentável), a troco de umas moedas atiradas para uma bela manta estendida no chão. Avaliava todos pela mesma bitola: “Esse? Não vale um peido”!Fossem  Silvinhas, Coelhinhos, Liminhas, Amorinzinhos, Azevedinhos, Belmirinhos, Olicostinhas, Loureirinhos, Albertinhos, Salgadinhos, Portinhas, Barrosinhos...tinham o mesmo valor.
Quando era confrontada com argumento que eram muito ricos, prontamente respondia: Está bem, mas os meus traques são muito mais valiosos”, especialmente quando assumem a forma de “bufinhas”! Montei uma indústria para os internacionalizar, como fizeram com o ovo estrelado e o pastel de bacalhau. Conservo-os em hermético recipiente de ouro, para serem vendidos em Bolsa... Um dia serão a salvação do nosso País!
Morreu a Ambrósia e ninguém sabe onde está escondido o seu “legado”! Quanto valeria um traque embalado, a preço atual, no “deus mercado”? Daria para saldar a nossa dívida? Não sei se daria ou não, mas se não for com peidos, com esta política, não vejo maneira de a pagar!

Ando cá macacar que num futuro próximo há de aparecer um banqueiro a anunciar:
Comprem “peidinhos” da Ambrósia
Estão em alta no Mercado
Mesmo que sejam duma sósia
São isentos de Salgado!


sexta-feira, 25 de Julho de 2014

Oh meu rico Espírito Santo

As formigas a pagar
Os vampiros a roubar...
Onde é que vamos parar?
Há algum tubarão sério?
Para mim...isso é mistério!
Só ouço blá blá
Aos de fora e aos de cá!
Hoje sim, amanhã talvez
Não, fica para a outra vez!

Pai, Filho e Espírito Santo
E uma “lavandaria” em cada canto

Para quê tanto sacrifício?
Para alimentar o desperdício?
Surdo, cego e mudo...
O povo tolera tudo!
Para quê tanto estafermo
A integrar o (des)governo?

Pai, Filho e Espírito Santo
E uma “lavandaria” em cada canto

Impostos sempre a aumentar
E a dívida sem baixar!
Cada vez cresce mais
Cambada de canibais
Fazedores de pobreza
Que nos roubam o Pão da mesa!
Salgados, Costas, Loureiros
E outros pantomineiros...
Máquinas de lavar dinheiro
Espalhados pelo mundo inteiro!
Ladroagem mui credível
Tudo gente de “alto” nível!
Nata social
Eixo do mal...
Desgraçado Portugal!

Pai, Filho e Espírito Santo
E uma “lavandaria” em cada canto

Clube de malfeitores
Disfarçados de senhores!
Energúmenos de gravata
Impostoras bem vestidas
Ases da negociata...
Desgraçam as nossas vidas

Pai, Filho e Espírito Santo
E uma “lavandaria” em cada canto

Vivem em palácios dourados
Crise?! Estão dispensados!
São nossos representantes
Eleitos ou nomeados
São para eles os melhores “bocados”
Já assim era dantes!
O nojo que por alguns sinto
É muito grande, não minto!

Pai, Filho e Espírito Santo
E uma “lavandaria” em cada canto



sábado, 12 de Julho de 2014

Oh my God! Que beijo!

A “chacota nacional” motivada pelo “beijo sucção” de Cavaco Silva a Letízia Ortiz é anticonstitucional, antipatriótica, antitudo (como diz a minha prima). Pode colocar irremediavelmente em perigo a estratégia de crescimento acelerado e sustentável protagonizada pelo Presidente.
Cavaco Silva quis somente dar a conhecer ao mundo um novo “cumprimento oficial de rainhas”, novo produto inovador que Passos Coelho e a ministra das finanças estão a pensar internacionalizar, em simultâneo com o pires de caracóis.
É hora de parar com a brincadeira! Andaram os iluminados que gerem o protocolo presidencial a estudar exaustivamente a forma de cumprimentar uma rainha plebeia e agora uma legião de parolos, analfabetos e incultos vem dizer que aquilo é uma humilhante aberração, esquecidos que Cavaco nunca tem dúvidas e raramente se engana...
O senhor presidente fez? Está feito! Só temos que “apender”!
Cambada de “acéflos”, bando de “igorantes”


Post scriptum
Um amigo meu disse-me que aquilo era um “beijo dentadinha nas falanges”. Confessou-me já o ter experimentado com a namorada e que ela o tinha achado muito excitante.
Para que este alarido todo, que por acaso, desta vez, nem é feito pela comunicação social?
O que pode pensar a esposa do senhor presidente? Haja decoro na navegação

segunda-feira, 7 de Julho de 2014

O exorcismo do Papa em dia de Pentecostes

Senhor meu Deus, que estais no Reino dos Céus
Afasta de mim esse Papa, praticante de exorcismo
Não permitas que o obscurantismo
Invada a mente dos Filhos Teus...

Tu que és a infinita Sabedoria e a Verdade
Não permitas que “Sua Santidade”
Se perca em práticas de rua
A pregar Doutrina que não é a Tua...

Tu que és infinitamente Santo
Cobre-nos com o Dom do teu Manto
De Vida, de Alegria, de Amor e de Perdão

Mostra a quem usa o Teu nome em vão
Que os demónios são uma mera ficção
Inventada para nos manter em pranto...



Abre Senhor avenidas de Esperança
Na mente inocente e pura de cada criança
Livra-as do obscurantismo
Do exorcismo
Não permitas que Papa, Sacerdote ou Bispo
Ponham o Teu infinito Amor em risco
Como é possível que um pecador vestido de branco
Se atreva a querer ser o Espirito Santo?



“Mineting” como salvação de Portugal?

Chama-se "mamading" e é a última moda nas Ilhas Baleares!
Consiste em mulheres fazerem sexo oral aos homens, em discotecas, em troco de bebidas grátis. A “iniciativa está a ter êxito retumbante e ameaça espalhar-se pelos quatro cantos do mundo.

Num país de inovadores como o nosso (atentemos nas inovações dos governantes para nos afundar cada vez mais) penso ser chegada a hora de juntar à internacionalização do pastel de Belém , do pastel de bacalhau e do ovo estrelado, a internacionalização do “mineting “ que será a versão oposta do “mamading”, com as mulheres a beneficiarem da  “capacidade linguística” dos homens e estes a beneficiarem das bebidas grátis...
Estou convicto que vai ser um sucesso! A “língua” portuguesa espalhar-se-á pelos cinco continentes, cumprindo-se assim o desígnio do atual governo que viu na emigração a saída para o nosso “excesso” de mão-de-   
obra qualificada.
Em minha opinião, logo que possível, o governo deverá lançar um pesado imposto (como é seu hábito) sobre os “minetingers”, o que permitirá que os cofres do Estado arrecadem uma receita extra, que (muito provavelmente) será suficiente para cobrir o aumento da despesa social, que Passos Coelho já anunciou e parece ser a próxima “reforma do Estado”...

Não tenho a certeza que o termo “mineting” é o mais apropriado, mas com os lambe botas que para aí circulam, não me parece que não tenham treinado a lamber sítios menos “degradantes”!
Garantido que me parece estar um elevado número de “executantes”, penso que não vai ser difícil voltar aos tempos em que fomos donos de meio mundo, com o “mineting” como salvação!

Post scriptum
Ah, já me estava a esquecer! Deve ser registada a patente da atividade como “mineting à maneira portuguesa” para evitar que os “lamveccus” dos nossos “european partners” nos usurpem a ideia.
Alguém se atreve a dar um palpite de quantas bebidas valeria um “franciscus angelicus mineting, à maneira portuguesa”?



segunda-feira, 23 de Junho de 2014

E agora?

Agora que no futebol “fomos à vida”
E terminou a esperança da vitória apetecida
Convinha pensar em quem nos desgoverna
E quer fazer de Portugal uma caverna...

As estrelas transformaram-se em astros
(Algumas não passaram de emplastros)
Acabaram as hipóteses de “brilhar”
Num Universo que não prima pelo pensar...

A arrogância do “divórcio” com os fãs
“Saiu pela culatra” às “vedetas”
Que terminaram com o rabinho “abaixado”

Tudo não passou de esperanças vãs
Numa equipa que afinal...era só “tretas”
Vaidosos a pensar em Fátima e no Fado...