sábado, 16 de Agosto de 2014

Gandas noias

Durante algum tempo (pouco) estranhei a capacidade de análise e de antecipação de “Professor Marcelo! Confesso que perdi muito tempo a ouvi-lo!
O “tratante” disfarça bem...acerta umas, erra outras, e, o povo lá se vai colando ao televisor para ouvir o mestre de culinária política, especialista em omeletas sem ovos e temperos exóticos sem gordura... (Para a Micas Zarolha, pedinte de profissão, Marcelo é o “expoente máximo” e só não é o “máximo divisor comum” porque, como afirma com imponência, não sabe contar pelos dedos!)
O “P macambúzio” parece continuar a elogiar a memória de elefante e o poder argumentativo do atirador de pedras para as águas turvas do charco, para as tornar cada vez mais sujas!
O pagode considera-a um crítico do Poder (de que faz parte integrante) quando tudo não passa de uma “almofada” para amolecer a Oposição, tentando fazer crer que no clube dos salteadores reina a Democracia e existe pluralismo “cupular”!

Quando apareceu o “ganda noia” “a coisa” tornou-se inquietantemente evidente, pois o pequenitates não se limita a dar uns bitaites acerca do que vai acontecer... “adivinha tudo”, pura e simplesmente!
Como mera hipótese académica, comecei por colocar a mim próprio, a possibilidade de serem bruxos, astrólogos ou discípulos da Maya, mas logo desisti da ideia, porque não reconheço aos humanos “dotes de adivinhação” (como diria, talvez a presidente da AR)!

Descartada tal hipótese, só me resta a certeza de que para “adivinharem” e preverem tantas coisas, têm que ter um “exército” de bufos, bufinhas e aprendizes que lhe transmitem as informações fidedignas para poderem trata-las à sua maneira, desde que isso não colida com os interesses dos” bandeirantes” da Corruptlândia!
Acertar em tudo ou em parte é apenas uma questão de marketing de imagem e de oportunidade para o Poder! (onde rastejam, por ausência de coluna vertebral)
Ambos são a “manchete” que o Governo precisa e o estado lastimoso do País recomenda!

E o Costa e o Seguro, mais a sua promitente “legião”, em “carnificina mútua”... a ver a banda passar!

Post Scriptum

Cantam os galos
Chora a cotovia
Os Homens são cada vez mais “ralos”
Poucos sonham com o alvorar de um novo dia!

Com a alma a sangrar
E o corpo em dor
O Zé Povinho continua a implorar
E a dizer “Louvado seja o Senhor”!

Teima em “viajar”
Em neblinas de espuma e de esperança
A “fingir” de criança

Sem se preocupar
Com os meios

De ao poder do dinheiro...pôr os freios!

domingo, 10 de Agosto de 2014

Será desta?

Será desta vez que os ricos também vão pagar a crise, ou vão sair ilesos, pagando pomposamente” aos “serviçais políticos” para os livrarem desse fardo e transferirem para os reformados, trabalhadores e pequenos empresários a responsabilidade de “tapar” os “buracos” sem fundo?
Estão, penso eu, ainda por apurar as consequências do “crime BES” e não me parece que o BES seja caso único!
À medida que vão sendo desvendados os “segredos do dinheiro” vamos tomando consciência da podridão reinante nas altas esferas. O “deus” capitalismo, minado pela ganância selvagem e pela corrupção está a precisar de forte regulação ética, sob pena de a humanidade se autodestruir.
O posicionamento das sociedades democráticas perante os crimes económicos não pode continuar a ser o que foi até agora. Os criminosos têm que ser severamente punidos e as suas fortunas confiscadas. O dinheiro tem que deixar de poder estar escondido.
Por acaso alguém sabe onde é que o “teso falido” do Salgado foi buscar os três milhões de euros e quais foram os critérios do douto magistrado para lhe conceder direito a fiança?
Quem comete e ajuda a cometer um crime desta dimensão tem direito à liberdade?
Com a economia transformada num jogo de bolsa, com o dinheiro sujo escondido em offshores e a circular em circuitos fechados de lavagem, o trabalho e o “negócio” limpo deixaram de ter peso na “unidade de medida” do enriquecimento.
Uma legião de “habilidosos” bem pagos trabalha afincadamente para extorquir o “Estado cobrador de impostos”, que suga até ao tutano o cidadão comum...
Os políticos e outras profissões privilegiadas tratam do seu bem-estar! Assobiam para o lado a fingir que não é nada com eles.
A corrupção e as “lavandarias” alastram!
Os Governos desprotegem completamente os mais frágeis!
A Justiça não funciona!
O cidadão comum que vive do seu trabalho, morre à míngua!

Será desta que o Povo macambúzio acorda?


segunda-feira, 4 de Agosto de 2014

Os donos da guerra

Que caia um raio sobre a terra
E extermine os donos da guerra!
Que caia uma bênção sobre desgraçados
Que morrem ou ficam mutilados!
O “ceifar” de vidas humanas
É sempre ordenado por “altos sacanas”!

Acordai “macambúzios” do mundo inteiro
Não vos torneis escravos do dinheiro!
Em nome dos valores que a vida encerra
Vamos dar combate aos donos da guerra

Fazem-se tréguas, assinam-se tratados
Matam-se inocentes em nome da paz
Os crimes de guerra nunca são julgados
O grande capital está sempre por detrás!
A guerra movimenta milhões de milhões
Enche os bolsos de muitos ladrões
E o povo estúpido não faz uma pausa
Para se recusar a aderir a essa “causa”

Acordai “macambúzios” do mundo inteiro
Não vos torneis escravos do dinheiro!
Em nome dos valores que a vida encerra
Vamos dar combate aos donos da guerra

Em nome da Pátria, da paz ou da segurança
...É matar até fartar a pança!
Não há dinheiro para matar a fome aos miseráveis
Mas aparece sempre para fins execráveis...
Os “governantes democráticos” assobiam para o lado
Se com a guerra lhes couber um bom “bocado”!

Acordai “macambúzios” do mundo inteiro
Não vos torneis escravos do dinheiro!
Em nome dos valores que a vida encerra
Vamos dar combate aos donos da guerra

Que aconteceu ao Bush, ao Blair e ao Barroso
Que desculpando-se com o “Saddam tinhoso”
Saquearam e destruíram um País
Argumentando que ele assim o quis!
Os donos da guerra
Espalhados por toda a terra
Vendem armas da penúltima geração
Para poderem aniquilar os que dizem não
Às suas políticas de expansão
Guardando para si a última invenção!

Acordai “macambúzios” do mundo inteiro
Não vos torneis escravos do dinheiro!
Em nome dos valores que a vida encerra
Vamos dar combate aos donos da guerra


sexta-feira, 1 de Agosto de 2014

O mau da fita

Sinto náuseas quando ouço o nome Ricardo Salgado, por ter dito que os Portugueses não gostavam de trabalhar, mas sim de subsídios. Mas...não nos venham, com conversa fiada, tentar fazer acreditar que esse réptil agia sozinho, por conta e risco, nas negociatas que o favoreciam e aos seus amigalhaços. Salgado é uma parte da “lavandaria polvo”, espalhada pelo mundo para que o grande capital fuja às suas responsabilidades fiscais e sociais. É por causa de energúmenos como o Salgado que o Estado não tem dinheiro para cumprir a sua função. Não são os funcionários públicos que desgraçam o Estado, mas sim a corrupção a que o poder político fecha os olhos, porque também está envolvido nela.
Quando é escolhido um corrupto para abater, são muitos os que ficam protegidos atrás das parangonas com que a comunicação social nos brinda. Os escolhidos passam a ser a fonte de todo o mal e o Povo aplaude a pensar que se fez justiça e que a partir de agora tudo vai ser diferente...
Povo macambúzio! Se não for para proteger os falsários, para que servem as offshores?
Para sobreviver, de vez em quando, o sistema arranja um mau da fita!                                                                                                                                                                                                                                               


quarta-feira, 30 de Julho de 2014

A alta finança e os Media

A Justiça vai passar ao lado
Dos jacarés
Que mamavam na teta do BES
E seguravam o Ricardo Salgado?

As suas empresas
Vão mais uma vez sair ilesas?
Vamos ser nós a pagar
Os roubos dos falsários
Que estão a proliferar
Em Países vários?

Que Democracia é esta
Onde os tubarões escapam pela fresta?

O que faz a TV, a Rádio e os Jornais
Perante os crimes destes chacais?
A (in)dependência dos jornalistas
Tolda-lhe as vistas?
O rigor, a verdade e a isenção
São “apanágio” da sua profissão?
Quando os peixes são graúdos
Ficam quedos, surdos e mudos?

Que deontologia jornalística é esta
Que se centra na árvore e esquece a floresta?

Todos batem no “ceguinho”
Para proteger o padrinho...
Mas se ele cai ao charco
Apanham logo outro barco...
E colocam na “première page”
Habilidosos temas de “lavage”.

Que comunicação social é esta

Que vive de silêncios e faz da desgraça uma festa?

segunda-feira, 28 de Julho de 2014

Os traques da Ambrósia

Conta-se que a Ambrósia era uma figura típica de uma aldeia recôndita, ali para os lados do Sol-Posto. Ganhava a vida como “bruxa” a tentar adivinhar o valor de pessoas que o dinheiro tornou famosas. Classificava os “famosos” em feiras e romarias (era assim uma espécie de Rebelo de Sousa em tempos idos, mas em formato menos culto e menos rentável), a troco de umas moedas atiradas para uma bela manta estendida no chão. Avaliava todos pela mesma bitola: “Esse? Não vale um peido”!Fossem  Silvinhas, Coelhinhos, Liminhas, Amorinzinhos, Azevedinhos, Belmirinhos, Olicostinhas, Loureirinhos, Albertinhos, Salgadinhos, Portinhas, Barrosinhos...tinham o mesmo valor.
Quando era confrontada com argumento que eram muito ricos, prontamente respondia: Está bem, mas os meus traques são muito mais valiosos”, especialmente quando assumem a forma de “bufinhas”! Montei uma indústria para os internacionalizar, como fizeram com o ovo estrelado e o pastel de bacalhau. Conservo-os em hermético recipiente de ouro, para serem vendidos em Bolsa... Um dia serão a salvação do nosso País!
Morreu a Ambrósia e ninguém sabe onde está escondido o seu “legado”! Quanto valeria um traque embalado, a preço atual, no “deus mercado”? Daria para saldar a nossa dívida? Não sei se daria ou não, mas se não for com peidos, com esta política, não vejo maneira de a pagar!

Ando cá macacar que num futuro próximo há de aparecer um banqueiro a anunciar:
Comprem “peidinhos” da Ambrósia
Estão em alta no Mercado
Mesmo que sejam duma sósia
São isentos de Salgado!


sexta-feira, 25 de Julho de 2014

Oh meu rico Espírito Santo

As formigas a pagar
Os vampiros a roubar...
Onde é que vamos parar?
Há algum tubarão sério?
Para mim...isso é mistério!
Só ouço blá blá
Aos de fora e aos de cá!
Hoje sim, amanhã talvez
Não, fica para a outra vez!

Pai, Filho e Espírito Santo
E uma “lavandaria” em cada canto

Para quê tanto sacrifício?
Para alimentar o desperdício?
Surdo, cego e mudo...
O povo tolera tudo!
Para quê tanto estafermo
A integrar o (des)governo?

Pai, Filho e Espírito Santo
E uma “lavandaria” em cada canto

Impostos sempre a aumentar
E a dívida sem baixar!
Cada vez cresce mais
Cambada de canibais
Fazedores de pobreza
Que nos roubam o Pão da mesa!
Salgados, Costas, Loureiros
E outros pantomineiros...
Máquinas de lavar dinheiro
Espalhados pelo mundo inteiro!
Ladroagem mui credível
Tudo gente de “alto” nível!
Nata social
Eixo do mal...
Desgraçado Portugal!

Pai, Filho e Espírito Santo
E uma “lavandaria” em cada canto

Clube de malfeitores
Disfarçados de senhores!
Energúmenos de gravata
Impostoras bem vestidas
Ases da negociata...
Desgraçam as nossas vidas

Pai, Filho e Espírito Santo
E uma “lavandaria” em cada canto

Vivem em palácios dourados
Crise?! Estão dispensados!
São nossos representantes
Eleitos ou nomeados
São para eles os melhores “bocados”
Já assim era dantes!
O nojo que por alguns sinto
É muito grande, não minto!

Pai, Filho e Espírito Santo
E uma “lavandaria” em cada canto