APETITES
Por Celso Neto
Apetece-me chorar pelos que disso não são capazes
Zangar-me para depois fazer as pazes
Com o meu pensamento revoltado
Com o deus dinheiro, que manda em todo o lado!
Será que não há dinheiro suficiente
Para os gananciosos encherem o ventre?
Que fiquem com todo e mais algum…
Quando morrerem já não precisam de nenhum!
Deixem-me dar graças… pela inevitabilidade da morte
Mesmo daqueles a quem coube a sorte
De não terem miséria nem sofreram privações
Leva todos, ricos e pobres, sem contemplações
Não aceita pedidos, nem atende reclamações
E continua(rá) a ser o elo mais forte!
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