quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Corrupção

O senhor ministro da Justiça, Dr. Alberto Martins, reconheceu que a corrupção “é um crime que mina as instituições e coloca em perigo as empresas”.
O cidadão comum que procura acompanhar o estado da nossa Justiça não verá nestas palavras muito mais que uma “sobra democrática”do seu pensamento nos tempos idos, que merece todo o meu respeito e admiração, agora “diluído” por mor das nobres e honrosas funções que lhe têm sido confiadas, em missões governativas, que muito se desviaram das expectativas dos portugueses, que como eu, nunca pensaram que fosse possível chegar à “calamidade” em que nos encontramos, tomando como base as promessas feitas em campanha e as palavras repetidamente proferidas por altos Signatários da Nação.
Confesso que fiquei de certa forma tranquilo, porque (pelos vistos) a corrupção não coloca em perigo o Estado Português, o que para mim significa que as “coisitas” que vão constando e que envolvem nomes sonantes e com grandes responsabilidades, não passam de meras invenções de uns quantos mal dizentes … incapazes, portanto, de colocar em causa a honorabilidade de quem “fiel, séria e responsavelmente gere o nosso destino colectivo.” Mas, por outro lado, fiquei algo apreensivo, com a possibilidade de o novo Gabinete anti-corrupção ser apenas mais um a juntar a outros, cujos préstimos não se vislumbram, e preocupado com a possibilidade de a super estrutura que se anuncia poder integrar alguém portador da doença… Na minha modesta opinião os membros da novo Gabinete (que é mais uma vergonha para a Justiça Portuguesa que, nestes anos todos em que a corrupção engordou, se mostrou incapaz de lidar com esta realidade e resolvê-la) devem ter as vacinas em dia!!! (… e que não aconteça com as vacinas o que aconteceu com o sangue, em tempos idos de má memória!)
Espero que o Mundo inteiro (menos eu) tenha respirado de alívio quando soube, pela boca do senhor ministro, que não há corrupção no Estado Português, que o possa pôr em perigo!
Vamos aguardar calmamente pela “descida dos juros da dívida soberana nos próximos dias”. Com serenidade aguardemos, também, o que vai acontecer a um Gabinete tutelado por um Ministro que parece não ter a certeza de que um dos nossos grandes males é a corrupção, a todos os níveis!
Não resisto a transcrever as palavras de um falecido amigo: “Em Portugal a corrupção não se vê, mas cheira muito”.
Há que apurar o olfacto!

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