sábado, 1 de maio de 2021

AMARELO maio

 

AMARELO maio

Por Celso Neto

 

Vem aí o maio das giestas em flor

E a Vida não está fácil, não senhor!

Para quem vive de ordenados de miséria

A “coisa” está a ficar perigosamente séria!

Para os que estão ou vão ficar no desemprego

A vida pode transformar-se num degredo!

Felizmente, não é essa a minha situação

Mas a pobreza faz-me doer o coração…

 

Somos um país de distribuição de subsídios

Espero que não se transforme num país de suicídios!

Somos os reis das assimetrias regionais

Muitos não têm nada, alguns (poucos) têm demais!

A classe média baixa está a ficar sem cheta

Graças aos nossos políticos, vendilhões da treta!

Os políticos continuam de cabeça enfiada na areia

Só pensam em Lisboa e em barriga cheia!

 

Interior com aldeias e vilas desertificadas

Cidades “entupidas”, poluídas e superlotadas

Os campos estão desertos e existem só para arder

Para os “bolsos” de uns quantos(muitos) abastecer!

É mais um 1º de maio com flores de tojo

De mentiras e promessas que já metem nojo…

Os sindicatos são armas políticas de arremesso

Que escondem a face e mostram o avesso…

 

Muitos políticos são uns intrujões trauliteiros

Que vendiam o pai por trinta dinheiros

Na defesa dos seus próprios interesses e bem-estar

Esquecem os deveres de quem está a governar

A Assembleia tem vindo a ser um ninho de lacraus

Os Governos albergam incompetentes, muito maus…

A justiça é o que bem sabemos

A Presidência é um barco sem remos…

 

A direita fascista e a esquerda caviar

Só querem impedir qualquer governo de governar

O povo macambúzio não gosta de ir votar

Somos um país (quase) impossível de governar

O mais completo pobretana

Perante um ainda mais pobre, torna-se um sacana!

Com gente desta e a pensar assim

A pobreza não irá ter fim!

  

 

 

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