terça-feira, 19 de maio de 2026

A AUSÊNCIA DO BELO

 

A AUSÊNCIA DO BELO

Por Celso Neto

 

Na Vila de Sátão não se cultiva o Belo

Tudo é feito com superficialidade… a escopro e martelo!

As nossas aldeias seguem o mesmo rumo

Com desrespeito pelo ambiente e falta de “aprumo”!

Só há preocupação com a função utilitária

E com a ostentação da situação monetária…

 

É evidente a falta de cuidado, o abandono e desleixo

Havendo situações que nos fazem cair o queixo!

A falta de uma ação devidamente planeada

Faz com que muitos prédios só tenham uma fachada

E que toda a parte restante seja “musseque”

Que a harmonia urbanística muito compromete!

 

Atrevo-me a dizer que o Sátão é um concelho “desajeitado”

Onde o bom senso raramente é assumido e respeitado…

(Não me perguntem por que é que isso acontece

Mas confesso que esta realidade me entristece…)

,

A poda das árvores é uma coisa incrível

Pior do que “aquilo” é quase impossível!

Permanecendo desconhecido o autor daquele menu…

As árvores indefesas ficam sem direito a Outono, em completo nu!

São cenários variados de mau gosto, horríveis e agrestes

Que me fazem imaginar seres extra-terrestres…

A sede do concelho fica ainda mais feia

Graças ao culpado por esta triste ideia!

 

Seja na vila ou em qualquer outro lado

Raramente as obras acabam em tempo adequado…

Os prejuízos são visíveis à vista desarmada

Quando uma obra tem que ser recomeçada!

Claro que às vezes o temporal não deixa

Mas não são esses os motivos da minha queixa!

Os casos emblemáticos existentes no nosso “cantão”

Acontecem no Outono, Inverno, Primavera e Verão! 

 

Mas… já ouvi forasteiros dizer, e, isto é verdade

Que o Sátão… parece uma cidade!

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