quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

RETALHOS DE MIM

 

RETALHOS DE MIM

Por Celso Neto

 

Às vezes não sei para onde nem como ir

Há tantas coisas para rever e descobrir…

Perdido nesta imensidão

Às vezes gosto “que me levem pela mão”

 

Gosto de ter o Sol e o Horizonte como guia

E a Família e os amigos como companhia

Gosto que alguém me dê conselhos

Sejam mais novos ou mais velhos

Gosto de acautelar os meus caminhos

Escutar a Família, os Amigos, os vizinhos…

Consultar opiniões sobre o assunto

Em livros, que são amigos a que me junto…

 

Gosto de pensar no melhor para mim

Mas, muitas vezes, não decido assim!

Isso dá-me paz e tranquilidade

E contribui para a minha felicidade

Cumpro as minhas obrigações sociais

Algo que herdei dos meus pais!

Gostava de viver num mundo novo

Em que todos fossemos Povo

Sem ligar a berço ou a fortuna

…avançar e progredir “todos à uma”!

Letrados, cultos e felizes, pois então!

Com a Liberdade a bailar de mão em mão!

Mas, Liberdade… não libertinagem!

(não confundir uma pomba com um animal selvagem!)

Detesto este mundo de cobiça e aldrabice

Com tantos atropelos à infância e à velhice

 

O mundo está nas mãos de meia dúzia de loucos

Em que os valores humanistas definham aos poucos!

Ninguém pode prever onde vamos parar

Com tantos hipócritas a governar

O Futuro estará muito distante do bom

Se os donos do mundo não “baixarem o tom”

Porque à guerra sangrenta que nos atormenta

Seguir-se-á outra, pior, que rebenta!
Perdeu-se o respeito pela vida humana

A força das armas é soberana!

 

Maldito seja quem quer matar!

(é assim que quero terminar.)

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