quinta-feira, 27 de agosto de 2026

COISAS DO MEU ESPELHO

 

COISAS DO MEU ESPELHO

Celso Neto

 

 

Olhei para o espelho… e por ali fiquei

A meditar nas aventuras que passei!

Recordei a minha juventude que teima em não voltar

Agradeci ao Supremo Arquiteto a capacidade de (ainda) pensar

Quando falo com ele, peço que a morte seja o melhor possível…

Mas nunca me responde se, para isso, tenho “nível”

Sinto-me feliz, apesar das minhas várias fragilidades

E por ser autónomo, sem totais incapacidades!

Os meus filhos e netos são os meus grandes “guardiões”

Tal como a Anabela, que vive debaixo dos torrões

Os meus pais, Adélia e José, a minha tia Belmira e o avô Manel
Para mim, ainda hoje, são mais “doces” do que o mel!

As minhas irmãs, restante família e alguns amigos e amigas

Todos são para mim… Pessoas bem-queridas!

 

São muitos os motivos para viver, feliz e tranquilo

Claro! … que com contratempos, por isto ou aquilo!

Nem sempre estou a cem por cento, isso é verdade

Mas pra mim basta… mais de metade!

Não sou pessoa de ambição desmedida…

Gosto de experimentar várias formas de vida!

Procuro não fazer mal nem prejudicar ninguém…

Graças aos ensinamentos do meu pai e da minha mãe!

Hoje a educação dada pelos pais é muto diferente

Nuns aspetos… ainda bem! … noutros deprimente!

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