COISAS DO MEU ESPELHO
Celso Neto
Olhei para o espelho… e por ali fiquei
A meditar nas aventuras que passei!
Recordei a minha juventude que teima em não voltar
Agradeci ao Supremo Arquiteto a capacidade de (ainda)
pensar
Quando falo com ele, peço que a morte seja o melhor
possível…
Mas nunca me responde se, para isso, tenho “nível”
Sinto-me feliz, apesar das minhas várias fragilidades
E por ser autónomo, sem totais incapacidades!
Os meus filhos e netos são os meus grandes “guardiões”
Tal como a Anabela, que vive debaixo dos torrões
Os meus pais, Adélia e José, a minha tia Belmira e o avô
Manel
Para mim, ainda hoje, são mais “doces” do que o mel!
As minhas irmãs, restante família e alguns amigos e
amigas
Todos são para mim… Pessoas bem-queridas!
São muitos os motivos para viver, feliz e tranquilo
Claro! … que com contratempos, por isto ou aquilo!
Nem sempre estou a cem por cento, isso é verdade
Mas pra mim basta… mais de metade!
Não sou pessoa de ambição desmedida…
Gosto de experimentar várias formas de vida!
Procuro não fazer mal nem prejudicar ninguém…
Graças aos ensinamentos do meu pai e da minha mãe!
Hoje a educação dada pelos pais é muto diferente
Nuns aspetos… ainda bem! … noutros deprimente!

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