segunda-feira, 13 de julho de 2015

O sonho europeu

O sonho europeu
Por Celso Neto

Longe vai o tempo do escudo
Em que vinte contos compravam “tudo”
Mil contos conferiam título de milionário
Três ou quatro contos era um bom salário...

Com os cinco mil euros atuais
Compramos um triciclo e pouco mais
Hoje só se fala em milhões
Mas isso é só para os “pimpões”

Quinhentos euros mensais
Os “empresários” dizem que é demais
...que a Economia não aguenta!

Foi isto que nos deu a Europa
Sempre a ameaçar-nos com a bancarrota...

Mas qualquer dia o “balão” rebenta!

domingo, 12 de julho de 2015

19-1=18

19-1=18
Por Celso Neto

Quem destruiu a nossa Agricultura
A Siderurgia e as Pescas
Abraçou agora a demagogia pura
Ao dizer uma coisa destas...
Afirmação muito infeliz
Que bem define quem a diz!
“Não tem dúvidas e raramente se engana”
Faz o que lhe dá na gana...
Só pensa no seu partido
Portugal fica esquecido
Abandonado à sua triste sorte
A caminho da morte!

Felizmente ninguém leva a sério
Mais este impropério!
É o “afundar da nau”
Da senilidade em alto grau!
Sem sentido de Estado
Mete água por todo o lado
Calinadas a toda a hora
Vai ser assim até ir embora!
O Governo finge que não vê
Porque tem tudo â sua mercê!
O conluio é total
Para vender Portugal!

Parecem serpentes a rastejar
Sempre à procura de quem quer comprar!
Cegos, mudos e moucos
Vão destruindo Portugal aos poucos!
Vendem em saldo e com reduções
Na busca de milhões...
Para pagar juros, não para investir
Sempre bem dispostos...a sorrir!
Tipo “já ca cantam”...
Outros valores mais altos se levantam!
Está cumprida mais uma exigência...

O Povo passa fome? Paciência!

quarta-feira, 8 de julho de 2015

Os donos do mundo


Os donos do mundo
Por Celso Neto


As amarras da dívida são muito fortes
E vão obrigar a fazer mais “cortes”
Mas um dia o Povo vai acordar
E mandar as “troikas” bugiar...
Quem trabalha será valorizado
Quem especula será escorraçado...
Os corruptos irão pra trás das grades
Os políticos deixarão de ter “compadres”
Os governantes não serão agiotas
E não haverá lugar para lambe botas!
Com sabedoria, rigor e isenção
Deixarão de servir-se para servir a Nação!

A Paz, a Educação, a Saúde e a Liberdade
Deixarão de ser apenas Sonho
Haverá Igualdade e Solidariedade
O futuro será risonho
O dinheiro será apenas um instrumento regulador
Que não manda mais que o Homem, seja onde for!
Os senhores da guerra, donos desta desordem
Hão de saber como “elas mordem”...

Quanto tempo vai demorar?
Não sei, mas esta selva há de acabar!
Tenho Fé e Esperança
Que um dia haverá bonança!
E que os falsários deixarão de encher a pança!

segunda-feira, 6 de julho de 2015

Ai não, ai não, ai não...

Ai não, ai não, ai não...
Por Celso Neto


Daqui ergo a minha taça
A um povo caído em desgraça...
Pela mão de corruptos e especuladores
Foi lançado no labirinto dos horrores
Mas com civismo e determinação
À chantagem disse NÃO!
Muita Europa ficou zangada
Por lhe dizerem que só mais dinheiro não resolve nada...
Hoje entra, amanhã sai
E ninguém sabe para onde ele vai!
Quem deve sair do euro é a Alemanha
Mas poucos dizem isso, coisa estranha!
...Todos perdem, só ela ganha!
Se a sua economia é assim tão forte
Que vá mandar nos países do norte!
Fiquem com o FMI, o Portas, o Cavaco, a Maria Luís e o Passos
Que são grandes amigalhaços!
Aquilo que a União Europeia devia ser
Ainda está para nascer!

sábado, 4 de julho de 2015

Senhor venha a nós o Vosso Reino!

Senhor venha a nós o Vosso Reino!
Por Celso Neto

Compra-se, vende-se e volta-se a comprar
O “circuito” não pode parar!
É uma pilhagem
Sem passagem
Para a outra margem!
Vende-se barato, compra-se caro...
Bons negócios públicos...é muito raro!
No negócio das ações
Até se investe em dívidas de milhões de milhões...
Tudo serve para se ganhar uns cobres
Menos o suor dos pobres!

O grande objetivo é o dinheiro
As pessoas já não estão primeiro
Emergem os marginais
Que se vendem a quem der mais...
Em vez de brasões compram licenciaturas
Para poder chegar “às alturas”!

Negócios escuros e off shores
Corrupção de altos senhores
Miséria por todos os cantos
Em benefício de uns quantos (poucos)
As burlas e desfalques são pagos pelo Estado
Tudo em prol e defesa do interesse privado!

Conluios, lavagens e mordomias
Aumentam todos os dias...
O séquito parlamentar e governamental
Gasta muito acima do normal
Uma boa parte dos impostos são gastos
Em viagens, publicidade, altas gamas e repastos
Nos banquetes, receções, debates e colóquios
Só se veem narizes de Pinóquios...

A incompetência...essa praga!
É a nova vaga!
A arrogância invade as Instituições
É o Reino dos charlatões!

Venha a nós o Vosso Reino, Senhor!

Inunda os corações de Paz e Amor!

quinta-feira, 18 de junho de 2015

Guardado...está o bocado!

Guardado...está o bocado!
Por Celso Neto

O Capitalismo, como está, é eterno
Ou constipou-se no Inverno
E padece de doença grave
E o que vai acontecer...não se sabe?!
Quem pediu sabendo que não podia honrar a palavra
Fê-lo por capricho ou porque precisava?
Quem emprestou a quem não tem com que pagar
Em que é que estava a pensar?
Vai ou não ter que perdoar?

Essa “coisa” da escravatura dos países
É uma invenção tola ou está a criar raízes?
Estou muito preocupado com os especuladores
Mas não partilho das suas dores...

No jogo da roleta dos “pimpões”
Existe lugar para “humanas soluções”?
Ou é “esmifrar até mais não”
E o Povo é apenas carne pra canhão?

Será que temos que trabalhar
Para quem passa a vida a especular
E que nos seus “jogos” económicos
Perde ou ganha valores astronómicos?

Que Economia é esta
Que só pensa em tirar o que nos resta
Durante uma vida de trabalho e honesta?

Anda para aí muito “erudito sem ráquis”
A culpar Tsipras e Varoufakis
Mas os culpados desta embrulhada
São os que dizem que não têm culpa de nada!

A Economia não é só dinheiro...
É Paz e harmonia no mundo inteiro!
Que se lixem os cifrões
Geridos sem princípios e convicções!
Basta um simples furacão
Para nos dar a ideia da nossa dimensão!
O dinheiro é um instrumento, não uma glória...

Por muito que tente, não apaga a História!

quarta-feira, 17 de junho de 2015

Em "véspera" de eleições

Em ” véspera” de eleições
Por Celso Neto

Estamos no Reino da propaganda
Fala-se muito, mas o País não anda...
Tudo trabalha para a Banca
E a Economia continua manca!
Apregoa-seque vai haver uma subida
Pudera! Estamos no fundo da descida!

Já andam os vampiros a prometer
Estão a preparar-se para nos f...

Vende-se tudo ao desbarato
Comem todos do mesmo prato
Sugam o sangue da manada...
Para os “escolhidos” não falta nada!

Já andam os vampiros a prometer
Estão a preparar-se para nos f...

O Povo estúpido e esquecido
Já não se lembra do que não foi cumprido...
Entretém-se a ver os nababos engordar
Curvando-se aos que enriquecem sem trabalhar...
Sempre à espera de uma benesse
Numa ignorância que até entristece
Continua à espera dum Sebastião
Que salve o País e lhe dê a mão!

Já andam os vampiros a prometer
Estão a preparar-se para nos f...