quinta-feira, 28 de maio de 2026

OS DONOS DISTO TUDO

 

OS DONOS DISTO TUDO

por Celso Neto

 

Nutro pelos donos do mundo

Um desprezo profundo…

Tudo é feito segundo a lei do mais forte

Em pleno conflito com a lei da morte!

Morrem as crianças, os inocentes e os idosos

Sobrevivem os donos da guerra e os poderosos!

O mundo está virado de pernas para o ar…

Não se acode à fome, só se pensa em matar!

 

O Deus que eu adotei e que vive em mim

Não me permite que pense assim…

É um Deus de Paz, Esperança e Fé

( e ás vezes de perdão e de castigo… até!

É por isso que eu penso que deviam morrer

Todos os tiranos que abusam do poder

Que cometem horrorosos crimes de guerra

Semeando o terror por toda a terra!

 

Sonho com o aparecimento de um ser humano

Que não seja permeável á mentira e ao dano…

Construtor da Paz e da Solidariedade

Em todos os sítios da Humanidade…

Fazendo com que o Amor prevaleça

E que nada de mau aconteça

Criado pela nossa mão

Contra quem é (não me esqueço) nosso Irmão!

 

Pode ser de outra cor, de outra raça ou religião…

Mas não deixa de ser um ser humano, meu irmão!

Há que ter esperança, embora por este andar...

Não é fácil prever onde iremos parar!

Talvez debaixo de meia dúzia de bombas nucleares

Que façam ir tudo pelos ares?

Causando uma destruição tal…

Que acabe definitivamente com a Ética e a Moral

E que a febre pelo poder e pelo dinheiro

Tome conta do Homem, por inteiro!

 

Que chegue rápido o dia de vermos os ditadores

Completamente cobertinhos, de flores!

Das mais perfumadas e das mais caras…

Que disfarcem o cheiro nauseabundo destas “aves não raras”

 

 A mentira transformou-se numa arma de arremesso

e já não há quase nada que não tenha preço!

Cada beligerante defende a sua verdade...

Mas raramente nos “reza da missa metade”

O maior mal que corrói a Humanidade

É a falta de valores e a impunidade!

Usufruída pelos todo-poderosos

Déspotas criminosos!

terça-feira, 19 de maio de 2026

A AUSÊNCIA DO BELO

 

A AUSÊNCIA DO BELO

Por Celso Neto

 

Na Vila de Sátão não se cultiva o Belo

Tudo é feito com superficialidade… a escopro e martelo!

As nossas aldeias seguem o mesmo rumo

Com desrespeito pelo ambiente e falta de “aprumo”!

Só há preocupação com a função utilitária

E com a ostentação da situação monetária…

 

É evidente a falta de cuidado, o abandono e desleixo

Havendo situações que nos fazem cair o queixo!

A falta de uma ação devidamente planeada

Faz com que muitos prédios só tenham uma fachada

E que toda a parte restante seja “musseque”

Que a harmonia urbanística muito compromete!

 

Atrevo-me a dizer que o Sátão é um concelho “desajeitado”

Onde o bom senso raramente é assumido e respeitado…

(Não me perguntem por que é que isso acontece

Mas confesso que esta realidade me entristece…)

,

A poda das árvores é uma coisa incrível

Pior do que “aquilo” é quase impossível!

Permanecendo desconhecido o autor daquele menu…

As árvores indefesas ficam sem direito a Outono, em completo nu!

São cenários variados de mau gosto, horríveis e agrestes

Que me fazem imaginar seres extra-terrestres…

A sede do concelho fica ainda mais feia

Graças ao culpado por esta triste ideia!

 

Seja na vila ou em qualquer outro lado

Raramente as obras acabam em tempo adequado…

Os prejuízos são visíveis à vista desarmada

Quando uma obra tem que ser recomeçada!

Claro que às vezes o temporal não deixa

Mas não são esses os motivos da minha queixa!

Os casos emblemáticos existentes no nosso “cantão”

Acontecem no Outono, Inverno, Primavera e Verão! 

 

Mas… já ouvi forasteiros dizer, e, isto é verdade

Que o Sátão… parece uma cidade!