A AUSÊNCIA DO BELO
Por Celso Neto
Na Vila de Sátão não se cultiva o Belo
Tudo é feito com superficialidade… a escopro e martelo!
As nossas aldeias seguem o mesmo rumo
Com desrespeito pelo ambiente e falta de “aprumo”!
Só há preocupação com a função utilitária
E com a ostentação da situação monetária…
É evidente a falta de cuidado, o abandono e desleixo
Havendo situações que nos fazem cair o queixo!
A falta de uma ação devidamente planeada
Faz com que muitos prédios só tenham uma fachada
E que toda a parte restante seja “musseque”
Que a harmonia urbanística muito compromete!
Atrevo-me a dizer que o Sátão é um concelho “desajeitado”
Onde o bom senso raramente é assumido e respeitado…
(Não me perguntem por que é que isso acontece
Mas confesso que esta realidade me entristece…)
,
A poda das árvores é uma coisa incrível
Pior do que “aquilo” é quase impossível!
Permanecendo desconhecido o autor daquele menu…
As árvores indefesas ficam sem direito a Outono, em
completo nu!
São cenários variados de mau gosto, horríveis e agrestes
Que me fazem imaginar seres extra-terrestres…
A sede do concelho fica ainda mais feia
Graças ao culpado por esta triste ideia!
Seja na vila ou em qualquer outro lado
Raramente as obras acabam em tempo adequado…
Os prejuízos são visíveis à vista desarmada
Quando uma obra tem que ser recomeçada!
Claro que às vezes o temporal não deixa
Mas não são esses os motivos da minha queixa!
Os casos emblemáticos existentes no nosso “cantão”
Acontecem no Outono, Inverno, Primavera e Verão!
Mas… já ouvi forasteiros dizer, e, isto é verdade
Que o Sátão… parece uma cidade!
