RETALHOS DE MIM
Por Celso Neto
Às vezes não sei para onde nem como ir
Há tantas coisas para rever e descobrir…
Perdido nesta imensidão
Às vezes gosto “que me levem pela mão”
Gosto de ter o Sol e o Horizonte como guia
E a Família e os amigos como companhia
Gosto que alguém me dê conselhos
Sejam mais novos ou mais velhos
Gosto de acautelar os meus caminhos
Escutar a Família, os Amigos, os vizinhos…
Consultar opiniões sobre o assunto
Em livros, que são amigos a que me junto…
Gosto de pensar no melhor para mim
Mas, muitas vezes, não decido assim!
Isso dá-me paz e tranquilidade
E contribui para a minha felicidade
Cumpro as minhas obrigações sociais
Algo que herdei dos meus pais!
Gostava de viver num mundo novo
Em que todos fossemos Povo
Sem ligar a berço ou a fortuna
…avançar e progredir “todos à uma”!
Letrados, cultos e felizes, pois então!
Com a Liberdade a bailar de mão em mão!
Mas, Liberdade… não libertinagem!
(não confundir uma pomba com um animal selvagem!)
Detesto este mundo de cobiça e aldrabice
Com tantos atropelos à infância e à velhice
O mundo está nas mãos de meia dúzia de loucos
Em que os valores humanistas definham aos poucos!
Ninguém pode prever onde vamos parar
Com tantos hipócritas a governar
O Futuro estará muito distante do bom
Se os donos do mundo não “baixarem o tom”
Porque à guerra sangrenta que nos atormenta
Seguir-se-á outra, pior, que rebenta!
Perdeu-se o respeito pela vida humana
A força das armas é soberana!
Maldito seja quem quer matar!
(é assim que quero terminar.)
