quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Saiba Vª Exª Sr. Dr. Passos Coelho


Saiba Vª Exª Sr. Dr. Passos Coelho, bem instruído, mas civicamente mal preparado e educado, que sou um reformado que planeei a minha vida em função de um contrato social que celebrei com o Estado Português, de quem, com base em descaradas mentiras se tornou chefe.
Não me resta tempo nem saúde para emigrar, como têm que fazer os nossos jovens (tenho um filho a trabalhar na Arábia Saudita) e cada vez que o seu cérebro Gaspar defeca em cima de quem trabalhou e fez os descontos correspondentes para ter uma velhice digna, sinto indignação e nojo que, se matassem, já o tinham levado a prestar contas ao Divino Pai. Obviamente, não lhe desejo uma morte prematura, mas quando ela acontecer, espero que arda eternamente nas profundezas do inferno.
Não me apercebi que o dinheiro, que sucessivamente me tem sido roubado, tenha ido parar às mãos dos mais necessitados. Esses, estão cada vez pior, e, assim, presumo que ele tem ido parar aos bolsos de quem, ricamente, vive! (como o senhor, seus pares e outros escolhidos!)
Excluindo as rendas vitalícias, as reformas políticas e outras conseguidas num “ápice de tempo”, o vil procedimento de cortar no rendimento dos reformados “normais” é o roubo de um direito que transforma o Estado Português numa Instituição irresponsável, sem palavra!
Sinto-me lesado no meu dinheiro e na minha dignidade de cidadão cumpridor das minhas obrigações cívicas. Investi no sonho e no cumprimento dos meus deveres, convencido que tinha os meus direitos salvaguardados. Nada disso está a acontecer! Cada ano que passa, o seu governo de tecnocratas, cívica e politicamente analfabetos, rasga cláusulas do contrato estabelecido!
Mande os seus ministros dos impostos e do desemprego para o lugar onde estavam (tão bem) e desapareça para sempre! (acompanhado dos outros todos)


domingo, 9 de dezembro de 2012

O Crime do vice-reitor


No dia da Imaculada Virgem Nossa Senhora da Conceição fomos surpreendidos com a notícia da detenção e posterior prisão domiciliária do vice-reitor do Seminário do Fundão, por atos de pedofilia com crianças e jovens, alunos do seminário…
A pedofilia é um crime horrendo em qualquer situação, mas neste caso é ainda mais grave, porque as crianças em questão, estavam sob proteção deste velhaco. Já por várias vezes disse (e repito) que os pedófilos não merecem viver! As “marcas” que deixam nas suas vítimas, sã, para mim, motivo suficiente para os dispensarmos dos sacrifícios terrenos!
Em termos de Justiça, espero que não estejamos perante um “Casa Pia II” em que afinal a culpa ficou do lado dos queixosos, porque os pedófilos (coitadinhos) são uma cambada de inocentes!
Não faço ideia do número de padres, bispos ou cardeais pedófilos e homossexuais que existem pelos cantos do mundo, mas hão de ser alguns (muitos) porque o ambiente “hostil” em que, enquanto crianças e jovens, constroem os seus afetos e afirmam a sua sexualidade, nada de bom pode trazer à formação da sua personalidade.
Portugal não será, certamente, exceção à regra!
Tenho a sensação que a maioria deles, em termos sexuais, acaba por não se “bastar a si próprio” e opta por outras práticas, por força das circunstâncias em que vive, enclausurado num mundo exclusivamente masculino. Os hábitos (vícios) adquiridos têm consequências na vida adulta, tornando-se alguns verdadeiros militantes da causa que (forçados ou por vontade própria) abraçaram!
Fechar os olhos a esta realidade, como o faz a Igreja Católica, é, no mínimo atentar contra a natureza humana e contribuir para que homossexualidade prolifere, não tão visivelmente entre o clero, devido ao grande número de alunos que abandonam o seminário antes de serem ordenados sacerdotes. Mas, em maior ou menor número, chegam a sacerdotes e por isso não é de estranhar que haja pedófilos e homossexuais a pregar a palavra de Deus.
A teimosia cega da Igreja Católica, em querer formar os seus “pastores” fora do mundo real, pode vir a transformar os seminários em centros de pedofilia e homossexualidade.
Estou cheio de curiosidade para saber o que vão dizer os Excelentíssimos e Reverendíssimos Bispos e Sua Eminência Reverendíssima Senhor Cardeal D. José Policarpo, acerca desta criminosa ocorrência. Não é suficiente colaborar com as autoridades quando acontece um escândalo… É preciso mudar práticas e procedimentos!
Espero que não nos brindem com um silêncio (cúmplice) e que tudo fique na mesma, naquele e nos outros seminários.

Post Scriptum
Espero, muito sinceramente, que sejam HOMENS e MULHERES os pais daquelas crianças!

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Uma questão de competência


As palavras de Cavaco Silva são elucidativas!
A descarada incompetência do governo, particularmente do 1º ministro, do ministro das finanças e do ministro da economia estão a conduzir Portugal para um beco sem saída. De braços caídos, de sacrifício em sacrifício, os nossos “desgovernantes” teimam em recusar ver aquilo que toda a gente vê: Precisamos de negociar (e argumentos não faltam) para aliviar a despesa com juros (especulativos) da dívida e alargar os prazos de pagamento. Isto, para que não nos aconteça como ao burro, que deixou de comer e quando estava para dar lucro morreu!
A Europa, a que pertencemos de pleno direito, tem que permitir que possamos pagar a dívida sem destruirmos toda a nossa economia… Se não como podemos pagar?
É crime o que está a ser feito em Portugal, onde as empresas fecham em catadupa e o desemprego cresce assustadoramente. Os seus autores devem, em minha nopinião, ser julgados em Tribunal.
Sabemos que este desgoverno serve os interesses dos grandes especuladores europeus e mundiais e sua única preocupação é “cortar” nos direitos de quem trabalha, aproveitando desajustamentos pontuais aqui e acolá para desferir ferozes ataques à dignificação do trabalho.
Para estes tecnocratas, analfabetos socais, as pessoas não existem! Na sua folha Excel, as pessoas são meros números, que é preciso fazer empobrecer para depois se lhes dar uma “esmola”, que lhes permita viver no limiar da pobreza! Assim podem eles viver à grande e simultaneamente satisfazer a sua “costela” cristã…
Vítor Gaspar não dá uma para a caixa! Aquela sonolência que o acompanha em todos os seus atos, impede-o de viver ao ritmo da evolução do mundo. Chego a pensar que ele acredita mesmo que vivemos na Idade Média!
Passos Coelho, talvez devido ao seu passado, é assim uma espécie de toxicodependente de Relvas, sobre quem não abona nada de bom, bem antes pelo contrário!
Álvaro Pereira traz o relógio atrasado vários meses e quando tenta por em prática o que quer que seja, já o devia ter feito há muito tempo. Imagine-se que só agora deu conta que precisa de resolver o problema dos portos!
A legitimidade democrática do Governo tem limites! Em primeiro lugar não foi nada disto que o PSD e o CDS nos prometeram, mas mesmo passando por cima disso, NINGUÉM TEM O DIREITO DE DESTRUIR PORTUGAL! Ninguém, em democracia, nos pode obrigar a suportar esta vilanagem, que dia a dia afunda o nosso País!
Quem não é competente devia demitir-se, mas já que o não faz, apelo a Cavaco Silva para fazer uso das suas funções…
Ou estamos perante mais uma questão de (falta de) competência?

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

“Virgens”, saneamentos e outros “esgotos”


 Nuno Santos, ex-diretor de informação da RTP considerou ter sido vítima de um "saneamento político" no caso das imagens não editadas e não emitidas da manifestação de 14 de novembro, visionadas pela PSP.
O vice Luís Castro disse não ter dado autorização à polícia para ver imagens dos confrontos, declarando que apenas cedeu o seu gabinete para tal. (ah, ah, ah, ah, ah!) Segundo afirmou, fê-lo “mediante decisão que fora tomada pelo diretor de informação”, Nuno Santos.
O inquérito interno concluiu que o ex-diretor de Informação Nuno Santos autorizou a PSP a ver as imagens dos incidentes de 14 de novembro.

Cá para mim, muito provavelmente, a Polícia entrou pela janela do Sótão e a pedido de Nuno Santos, fechou os olhos quando encarou com DVD dos “brutos” em exibição, por esquecimento, no gabinete de Luís Castro…
Uma outra possibilidade foi Nuno Santos ter dito à Polícia que ia almoçar e que o DVD dos “brutos” estava no Gabinete de Luís Castro…
Outra hipótese, bem à Portuguesa é Nuno Santos ter apontado com o nariz o gabinete de Castro enquanto dizia à polícia: eu não sei de nada!...
Como última hipótese admito que Castro seja o autor da proeza e que esteja a escudar-se com o “chefe”, apedrejando-o pelas costas, como se de um imberbe inocente se tratasse…

O Governo como é seu timbre, mandou instaurar um inquérito para tudo ficar na mesma, com Nuno Santos demitido, na “reserva” para uma eventualidade…
A lamentável conclusão que podemos tirar deste triste episódio é que Nuno Santos, Luís Castro ou os dois estão a mentir descaradamente, armados em virgens campeões da Ética.
Muito sinceramente isto mete-me nojo!
Não há esgoto onde caiba tanta m…!


Post Scriptum

Neste “bas-fond” pantanoso
De conluios e compadrios
Já só falta que o Povo
Se alheie dos desafios…

Tal é o descaramento
De quem devia ser sério
Que dentro de pouco tempo
A verdade é um mistério!

Mente o político e o ministro
Mente o Governo sinistro
Mente o rico mente o pobre

Mente o Passos e o Gaspar…
Onde é que vamos parar
Sem um jornalismo “nobre”?

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Bibó nosso Lelo!



Foi dia de festa no acampamento. Logo pela manhã começaram a chegar os parentes montados nas suas carroças puxadas por burros e cavalos a espumar de cansaço…
 Os mais pequenos andavam numa roda-viva. O cheiro a churrasco e a pipocas espevitava-lhes as narinas, o que fazia com que dificilmente acatassem a ordem de só começarem a comer quando chegasse o Lelo. Eram duas da tarde e o chefe do acampamento não conseguia disfarçar a ansiedade pelo atraso de Lelo, que prometera chegar antes do meio-dia.
De repente apareceu na curva, lá ao fundo do acampamento, um BMW, com duas “bufadeiras”, de “roncar potentíssimo”, a anunciar que Lelo chegava finalmente. Para surpresa geral, atrás dele vinham outras potentes máquinas, num total de catorze que, uma vez chegadas, transformaram o acampamento numa espécie de mostra internacional de automóveis de luxo.
Lelo foi o primeiro a abandonar o bólide para ir abraçar a mãe, que de lágrimas nos olhos lhe disse:
- Onde compraste tantos carros mé filho?
Lelo, inchado, cheio de vaidade retorquiu:
- Ai mãezinha, comprei todos numa “garagem de tolinhos” e paguei-os a pronto. Não fiques aflitinha que não os gamei, como fiz algumas vezes…
Eles eram mesmo tolinhos? Perguntou a mãe.
Não, eles são até finos de mais! Venderam-mos baratos porque não foram eles que os pagaram! Foi um tal Pobo, que parece que é um gaijo muito rico, que inchou cos carcanhois…
- Então fizeste bom negócio?
- Claro! Ou eu não me chamasse Lelo!
Cheia de orgulho, a senhora bateu as palmas e chamou para junto de si a garotada (que continuava ansiosa por churrasco e pipocas) e disse:
- Estes carros são todos do nosso Lelo! Bibó nosso Lelo!
E todos gritaram: Bibó nosso Lelo, Biba, Biba, Biba! …e os burros urraram e os cavalos relincharam!
Impávido e sereno, Lelo continuou a beber a sua taça de champagne francês…

domingo, 2 de dezembro de 2012

Gaspar e o Burro





Gaspar era um analfabeto que existia ali prós lados de Lisboa e que, segundo as minhas contas, terá vivido alguns anos antes da invenção da máquina a vapor. Contava a minha avozinha que ficou célebre por uma história bizarra, quando o burro que montava decidiu “vingar-se” dos maus tratos a que era sujeito.
Certo dia, quando o burro recusou acatar as suas ordens, Gaspar lhe deu tamanho “coice”, que o deixou imobilizado na loja por muito tempo. Se o ferrador lá da terra lhe tivesse posto umas ferraduras iguais às que colocou no asno teria sido uma tragédia… (morte imediata, possivelmente).
Enquanto esteve impedido de fazer a sua vida normal, o Burro foi maldizendo a sua pouca sorte, não apenas pela violência a que foi sujeito, mas também por ter que carregar com Gaspar no lombo, a troco de uma parca ração. Decidiu que logo que estivesse são e escorreito havia de pregar uma partida ao Gaspar. A partir daí, passava o tempo a magicar no que haveria de fazer…
Certo dia, já curado pelo tempo e devido à sua grande resistência, quando Gaspar o foi buscar para o montar, o burro, dócil como sempre, deixou Gaspar montar para o seu dorso e, imediatamente após, rodopiou e sacudiu Gaspar, estatelando-se este no chão, a gritar como um desalmado.
Uma velhinha guiada pelos gritos, acorreu ao local (tão depressa quanto as suas cansadas pernas lhe permitiram) e deparou com Gaspar deitado no chão, de cu ao leu (na queda as calças ficaram presas em qualquer coisa e baixaram) e perguntou-lhe:
- O que aconteceu senhor Gaspar?
Gaspar (a pensar como havia de lixar o burro) respondeu:
- Foi o Burro!
A velhinha muito comovida articulou em voz trémula:
- Cruzes, canhoto, credo, abrenuncia! E podem nascer burrinhos? Que Deus nos valha!

Post Scriptum
Lembrei-me desta história a propósito da falta de comunicação entre o governo e os portugueses. Passos Coelho diz que ela se deve ao facto de os portugueses estarem formatados para não querer ouvir.
Depois de mais esta “descoberta” do nosso primeiro, fiquei com dúvidas se a culpa foi do Burro, do gaspar ou da Velha!


sexta-feira, 30 de novembro de 2012

A vós, meus patifes



Fieis lacaios
Do deus dinheiro
Por que raios
Não ides pró estrangeiro?
Cambada de agiotas!
Cretinos, reles, safados…
Por que nos pifais as notas
E nos deixais depenados?

Rasgai o vosso projeto, já esgotado
Convosco não vamos a nenhum lado!
As vossas previsões estão sempre erradas
E só servem de motivo para sonoras gargalhadas
Dos especuladores a quem servis
Manada de imbecis!

Estamos fartos de vos ouvir
A ameaçar-nos com o que há de vir…
Precisamos de quem nos dê esperança
E saiba equilibrar os pratos da balança

Parem de jogar ao rapa
Só austeridade: mata!

Ai como eu gostava de vos ver partir
Com a certeza de não voltarem a vir
As vossas teorias ruinosas
Que alimentam vossas bocas gulosas
Estão a levar-nos pró abismo
Enquanto sorris com cinismo
De quem trabalha
Para ganhar uma migalha!

Ide, ide para sempre
Quase já não há ninguém que aguente!
O povo vive à míngua
Já não fala a vossa língua!
Parem com os vossos horrores
Seus analfabetos doutores!

Post Scriptum
Não haverá quem nos valha
E nos livre desta insensível canalha?