quarta-feira, 22 de agosto de 2018

OS DO COSTUME…

OS DO COSTUME…
Por Celso Neto
A esmagadora dos nossos políticos de todos os partidos devia corar de vergonha não apenas pelo que faz, mas também pelo que não deixa fazer.
A história das subvenções vitalícias é apenas mais um aspeto vergonhoso do oportunismo doentio de quem diz servir o Povo, mas a única coisa que faz é aproveitar-se da situação para encher a “pança”, numa boa parte dos casos bem pequenina antes de ingressarem na vida política ativa!
Sinto vergonha do meu País quando se fala nas benesses dos políticos, relativamente ao cidadão comum, para tentar tapar o sol com a peneira com o intuito de fazer parecer que na vida política se ganha uma miséria… Não digo que os políticos ganhem demais, mas de uma vez por todas aprovem uma tabela salarial e deixem-se de tretas de subsídios, subvenções vitalícias, regimes de exceção e todo esse rol de “falcatruas” com que nos querem comer o caldo na cabeça…
Não vejo vantagens de maior na divulgação da lista das subvenções vitalícias, a não ser fazer cair a máscara a alguns “ilusionistas”, mas confesso que o seu conhecimento seria um bom motivo para umas gargalhadas fortes.
O que é preciso é acabar com essas “merdas” de uma vez por todas, respeitando, evidentemente, os direitos adquiridos, abrangidos pela Lei Geral, neste e em todos os setores da atividade humana.
PS - A contar pelos dedos quantas mãos são precisas para contar os políticos sérios?

terça-feira, 21 de agosto de 2018

PAZ, PÃO, SAÚDE, EDUCAÇÃO




PAZ, PÃO, SAÚDE, EDUCAÇÃO
Por Celso Neto


Quando penso na minha insignificância
Na imensidão do Universo, sem distância
Concluo que a ordem cósmica não quer saber de mim
Mas…que há muitos humanos que pensam que sim!
A nossa pequenez é de tal forma grande
Que ninguém manda nada, por mais que mande…

Há quem queira o mundo na palma da mão
E quando “acorda” está dentro do caixão…
Nessa altura é tarde demais
Para pensar que em deveres e direitos somos iguais
E que a partir da hora do “treque”
Não é preciso dinheiro, nem cartão ou cheque!

Os senhores do mundo e da guerra
(Também) deixam ficar tudo na Terra…
Se puséssemos de lado o ódio e a violência
E aproveitássemos o lado bom da ciência
O nosso mundo seria diferente…
Com Paz e Pão para toda a gente!

As crianças seriam educadas para viver felizes
O bem-estar ganhava raízes…
Os velhos e os doentes eram bem tratados
Os caminhos do Bem eram desbravados…
Deixaria de haver barbaridades e injustiças
Com os valores da Humanidade como premissas!

domingo, 19 de agosto de 2018

“O PRESIDENTE SOU EU!”

“O PRESIDENTE SOU EU!”
Por Celso Neto


Bruno de Carvalho é uma “novela”
Uma autêntica “rela”
Que não para de coaxar
Contra a decisão de o expulsar…
A sua sede de protagonismo mediático
Justifica tratamento psiquiátrico?

Aquilo é doença ou maldade
Ou fruto do fechar de olhos dos senhores de Alvalade
Perante situações inadmissíveis
Que fora acontecendo a vários níveis?

Como é possível que alguém deste quilate
Mantenha o Sporting em permanente xeque-mate?
Quem está por detrás desta palhaçada
Que só prejudica e não conduz a nada?
Que papel desempenha a comunicação social
Em todo este pantanal?

De onde chega o “cifrão”
Que alimenta toda esta confusão?
Alguém consegue trabalhar a sério
Neste Sporting-mistério?

O que se passa com a claque Sportinguista
É um problema geral, ou é da minha vista?
Onde se esconde a “podridão”
Da jovem e da mais velha geração?

Vamos continuar a fingir que não vemos
A realidade que temos?
A promiscuidade entre o futebol e os políticos
É uma certeza ou é uma invenção dos “críticos”?

domingo, 12 de agosto de 2018

VAMOS A CÁLCULOS…


VAMOS A CÁLCULOS…
Por Celso Neto

A dimensão do território português não pode, em termos de incêndios florestais, ser confundida com nenhuma outra, como os nossos “politiqueiros” e “chefes de missão” nos querem fazer querer…
Somos uma “quintinha” em termos territoriais, incomparável com países em que a complexidade dos comportamentos de segurança nada tem a ver com a de territórios de vastidão incomparavelmente superior…
O nosso problema, parece-me, reside na corrupção que reina em Portugal, quer em termos de ateamento de incêndios, que da sua prevenção e combate…
Pretender comparar o quês passa em Portugal com o que se passa em Portugal com o que se passa noutros países é apenas pretender tapar o sol com a peneira!
Per capita, as pessoas envolvidas nos incêndios, deve ser record mundial, penso eu!

ASSIM… NÃO VAMOS LÁ!


ASSIM… NÃO VAMOS LÁ!
Por Celso Neto

O mau estar existente entre os intervenientes que podiam combater eficazmente a calamidade dos fogos florestais dificulta o encontrar de soluções que salvaguardem a nossa segurança individual e coletiva.
Mais do que saber quem tem mais razões a seu favor, ao cidadão comum interessa sobretudo que se juntem e que se entendam, porque o que queremos é não ver o País a arder, ano aqui, ano ali, com as consequências nefastas que facilmente se calculam, mesmo quando não há perda de vidas humanas a lamentar, como até agora está a acontecer, felizmente!
Anda muito “mistério” envolto nos incêndios, embora as principais causas estejam perfeitamente identificadas.
Não sei bem por quê, falta muita vontade política para enfrentar este problema, talvez pelo facto de serem fortíssimos os interesses instalados.
Admito que o que vou dizer seja uma “barbaridade técnica”, mas atrevo-me a perguntar se, durante o Outono e o Inverno e a Primavera, o abate de algumas árvores para abertura de faixas de proteção (que no verão seriam cuidadosamente limpas) e a realização de queimadas controladas, em zonas vitais, poderiam reduzir o risco de calamidade.
É que, muito sinceramente, vejo muito pouca gente dessa “imensa máquina de combate” a trabalhar no Outono, no Inverno e na Primavera!
Tal como não vejo os criminosos incendiários e mandantes a serem severamente punidos!
Não sei quanto custa ao País a nossa “segurança florestal”, mas adivinho que há de ser muito!
A noção que eu tenho é que assim… não vamos lá!

sexta-feira, 10 de agosto de 2018

A LIMPEZA DOS RIACHOS E DAS RIBEIRAS


A LIMPEZA DOS RIACHOS E DAS RIBEIRAS
Por Celso Neto

Ontem decidi percorrer umas centenas de metros nas margens de uma ribeira onde na minha meninice ia com um amigo já bem crescido “pescar” uns peixes para a merenda, de tempos a tempos.
O local da pescaria era um “poço” debaixo de um raizeiro de amieiros. A nossa cana de pesca era um cesto de vime, que com uma pedra dentro, mergulhávamos no dito poço durante uns minutinhos. Depois era só puxar o cesto, deitar à água os peixes mais pequenos e vir para casa fazer uma ”fritada”. Dizia-me esse meu amigo, que trabalhava em casa dos meus pais, que em tempos havia por ali enguias, mas que a ganância de alguns, as tinha exterminado…
Com ele era “religiosamente assim: - Mergulhava-se o cesto só uma vez e o que viesse (depois de rejeitados os “bebés” era o que vinha para casa e só em casos excecionais havia mais do que uma pescaria por mês…
Comemos peixes do rio durante todo o meu tempo de criança, nós e outros que certamente faziam também as suas “pescarias”. O vandalismo de alguns diminuiu muito a quantidade de peixes naquela ribeira, mas o seu extermínio só aconteceu quando encaminharam para ela o mijo, os cagalhões e todo o tipo de “merdas” que sobram da atividade humana.
Senti um misto de nostalgia e raiva. Roguei uma praga aos “inteligentes” que fizeram aquele serviço…

Lembro-me de uma única vez em que aquela ribeira foi limpa a expensas de quem a conspurcou. Durante o inverno é arrastada toda a espécie de lixo que se vai acumulando no leito e nas margens. À semelhança do que acontece com (todas) as outras, as entidades públicas não limpam nada, porque assim os nossos autarcas conseguem esconder melhor a espuma que comprova o desleixo com que são tratados os esgotos que em má hora decidiram canalizar para os riachos e ribeiras. Durante o verão, por terem pequenos caudais, ficam severamente poluídos, como se comprova pelo negro das margens e pela espuma a boiar na pouca água que corre, libertando de quando em vez, um fedor que lhes devia servir de sobremesa a todas as refeições.

Será muito difícil ver que os esgotos não podem ser despejados nos riachos e ribeiras, mas sim canalizados para estações de tratamento devidamente equipadas?

Com um pedido de desculpas aos que para quem estas coisas não são de menor importância, atrevo-me a dizer que a realeza autárquica do que gosta mesmo… é de fazer merda|

terça-feira, 7 de agosto de 2018

NINGUÉM PRENDE NINGUÉM?


NINGUÉM PRENDE NINGUÉM?
Por Celso Neto

Na tragédia de Monchique a culpa vai (mais uma vez) morrer solteira?
Quem são os responsáveis por mais esta calamidade?
Em primeiro lugar o Poder Central por continuar a permitir (incentivar?) a plantação de eucaliptos, mas também e especialmente o Poder Local pelo desleixo, incúria e incapacidade em fazer cumprir a Lei e pelo caos provocado pelo “desordenamento florestal” que resulta do facto de aprovar a construção de casas em qualquer sítio, a troco de uns votos familiares…
Depois da tragédia do ano passado, que alguns políticos aproveitaram para se promover, sensato teria sido fazer um forte investimento na prevenção, através da implementação de uma política florestal que impedisse que Portuga se transforme num imenso eucaliptal (ao serviço de grandes interesses celulósicos e não só…
O problema dos eucaliptos, ou melhor, o nosso problema é que no lugar de cada eucalipto que arde nascem uma dúzia, o que torna muito oneroso a sua eliminação e potencia a sua multiplicação sem quaisquer custos)
Em vez de dizer não ao eucalipto e proceder ao ordenamento do território o que vimos foi uma aposta exclusiva no reforço dos meios de combate aos incêndios, que se justifica, mas não pode ser única!
 Sem ordenamento do território e da floresta não há meios que resistam!
Quando o fogo atinge intensidades como as que estamos a assistir só se apaga depois de arder tudo…
A ameaça de incêndios vai existir sempre. É preciso dar-lhe combate, mas sobretudo preveni-la para que não ponha em perigo a segurança dos cidadãos.
Felizmente ainda não há vitimas mortais a lamentar, mas se insistirmos neste paradigma, não vamos ter que esperar muito que voltemos a chorar sobre as lágrimas derramadas…
Não é com os aviões a “mijar” lá de cima e os meios terrestres a “mijar” cá em baixo que os incêndios florestais deixarão de ser um terror permanente!
Será isto tão difícil de ver?

Na sequência do que tenho vindo a afirmar, está na hora de chamar a contas a “realeza”, ou seja os Ex.mos Senhores presidentes de Câmara e de Junta de Freguesia, e prendê-los, se for caso disso… Alguns fingem-se de tal maneira de “virgens sem meios” que, se o assunto não fosse tão sério… só dava mesmo para rir!