domingo, 12 de agosto de 2018

VAMOS A CÁLCULOS…


VAMOS A CÁLCULOS…
Por Celso Neto

A dimensão do território português não pode, em termos de incêndios florestais, ser confundida com nenhuma outra, como os nossos “politiqueiros” e “chefes de missão” nos querem fazer querer…
Somos uma “quintinha” em termos territoriais, incomparável com países em que a complexidade dos comportamentos de segurança nada tem a ver com a de territórios de vastidão incomparavelmente superior…
O nosso problema, parece-me, reside na corrupção que reina em Portugal, quer em termos de ateamento de incêndios, que da sua prevenção e combate…
Pretender comparar o quês passa em Portugal com o que se passa em Portugal com o que se passa noutros países é apenas pretender tapar o sol com a peneira!
Per capita, as pessoas envolvidas nos incêndios, deve ser record mundial, penso eu!

ASSIM… NÃO VAMOS LÁ!


ASSIM… NÃO VAMOS LÁ!
Por Celso Neto

O mau estar existente entre os intervenientes que podiam combater eficazmente a calamidade dos fogos florestais dificulta o encontrar de soluções que salvaguardem a nossa segurança individual e coletiva.
Mais do que saber quem tem mais razões a seu favor, ao cidadão comum interessa sobretudo que se juntem e que se entendam, porque o que queremos é não ver o País a arder, ano aqui, ano ali, com as consequências nefastas que facilmente se calculam, mesmo quando não há perda de vidas humanas a lamentar, como até agora está a acontecer, felizmente!
Anda muito “mistério” envolto nos incêndios, embora as principais causas estejam perfeitamente identificadas.
Não sei bem por quê, falta muita vontade política para enfrentar este problema, talvez pelo facto de serem fortíssimos os interesses instalados.
Admito que o que vou dizer seja uma “barbaridade técnica”, mas atrevo-me a perguntar se, durante o Outono e o Inverno e a Primavera, o abate de algumas árvores para abertura de faixas de proteção (que no verão seriam cuidadosamente limpas) e a realização de queimadas controladas, em zonas vitais, poderiam reduzir o risco de calamidade.
É que, muito sinceramente, vejo muito pouca gente dessa “imensa máquina de combate” a trabalhar no Outono, no Inverno e na Primavera!
Tal como não vejo os criminosos incendiários e mandantes a serem severamente punidos!
Não sei quanto custa ao País a nossa “segurança florestal”, mas adivinho que há de ser muito!
A noção que eu tenho é que assim… não vamos lá!

sexta-feira, 10 de agosto de 2018

A LIMPEZA DOS RIACHOS E DAS RIBEIRAS


A LIMPEZA DOS RIACHOS E DAS RIBEIRAS
Por Celso Neto

Ontem decidi percorrer umas centenas de metros nas margens de uma ribeira onde na minha meninice ia com um amigo já bem crescido “pescar” uns peixes para a merenda, de tempos a tempos.
O local da pescaria era um “poço” debaixo de um raizeiro de amieiros. A nossa cana de pesca era um cesto de vime, que com uma pedra dentro, mergulhávamos no dito poço durante uns minutinhos. Depois era só puxar o cesto, deitar à água os peixes mais pequenos e vir para casa fazer uma ”fritada”. Dizia-me esse meu amigo, que trabalhava em casa dos meus pais, que em tempos havia por ali enguias, mas que a ganância de alguns, as tinha exterminado…
Com ele era “religiosamente assim: - Mergulhava-se o cesto só uma vez e o que viesse (depois de rejeitados os “bebés” era o que vinha para casa e só em casos excecionais havia mais do que uma pescaria por mês…
Comemos peixes do rio durante todo o meu tempo de criança, nós e outros que certamente faziam também as suas “pescarias”. O vandalismo de alguns diminuiu muito a quantidade de peixes naquela ribeira, mas o seu extermínio só aconteceu quando encaminharam para ela o mijo, os cagalhões e todo o tipo de “merdas” que sobram da atividade humana.
Senti um misto de nostalgia e raiva. Roguei uma praga aos “inteligentes” que fizeram aquele serviço…

Lembro-me de uma única vez em que aquela ribeira foi limpa a expensas de quem a conspurcou. Durante o inverno é arrastada toda a espécie de lixo que se vai acumulando no leito e nas margens. À semelhança do que acontece com (todas) as outras, as entidades públicas não limpam nada, porque assim os nossos autarcas conseguem esconder melhor a espuma que comprova o desleixo com que são tratados os esgotos que em má hora decidiram canalizar para os riachos e ribeiras. Durante o verão, por terem pequenos caudais, ficam severamente poluídos, como se comprova pelo negro das margens e pela espuma a boiar na pouca água que corre, libertando de quando em vez, um fedor que lhes devia servir de sobremesa a todas as refeições.

Será muito difícil ver que os esgotos não podem ser despejados nos riachos e ribeiras, mas sim canalizados para estações de tratamento devidamente equipadas?

Com um pedido de desculpas aos que para quem estas coisas não são de menor importância, atrevo-me a dizer que a realeza autárquica do que gosta mesmo… é de fazer merda|

terça-feira, 7 de agosto de 2018

NINGUÉM PRENDE NINGUÉM?


NINGUÉM PRENDE NINGUÉM?
Por Celso Neto

Na tragédia de Monchique a culpa vai (mais uma vez) morrer solteira?
Quem são os responsáveis por mais esta calamidade?
Em primeiro lugar o Poder Central por continuar a permitir (incentivar?) a plantação de eucaliptos, mas também e especialmente o Poder Local pelo desleixo, incúria e incapacidade em fazer cumprir a Lei e pelo caos provocado pelo “desordenamento florestal” que resulta do facto de aprovar a construção de casas em qualquer sítio, a troco de uns votos familiares…
Depois da tragédia do ano passado, que alguns políticos aproveitaram para se promover, sensato teria sido fazer um forte investimento na prevenção, através da implementação de uma política florestal que impedisse que Portuga se transforme num imenso eucaliptal (ao serviço de grandes interesses celulósicos e não só…
O problema dos eucaliptos, ou melhor, o nosso problema é que no lugar de cada eucalipto que arde nascem uma dúzia, o que torna muito oneroso a sua eliminação e potencia a sua multiplicação sem quaisquer custos)
Em vez de dizer não ao eucalipto e proceder ao ordenamento do território o que vimos foi uma aposta exclusiva no reforço dos meios de combate aos incêndios, que se justifica, mas não pode ser única!
 Sem ordenamento do território e da floresta não há meios que resistam!
Quando o fogo atinge intensidades como as que estamos a assistir só se apaga depois de arder tudo…
A ameaça de incêndios vai existir sempre. É preciso dar-lhe combate, mas sobretudo preveni-la para que não ponha em perigo a segurança dos cidadãos.
Felizmente ainda não há vitimas mortais a lamentar, mas se insistirmos neste paradigma, não vamos ter que esperar muito que voltemos a chorar sobre as lágrimas derramadas…
Não é com os aviões a “mijar” lá de cima e os meios terrestres a “mijar” cá em baixo que os incêndios florestais deixarão de ser um terror permanente!
Será isto tão difícil de ver?

Na sequência do que tenho vindo a afirmar, está na hora de chamar a contas a “realeza”, ou seja os Ex.mos Senhores presidentes de Câmara e de Junta de Freguesia, e prendê-los, se for caso disso… Alguns fingem-se de tal maneira de “virgens sem meios” que, se o assunto não fosse tão sério… só dava mesmo para rir!

quarta-feira, 1 de agosto de 2018

COISAS MINHAS


COISAS MINHAS
Por Celso Neto

Adivinhar o futuro é uma “arte” que me escapa, mas nada me impede de tentar fazê-lo, relativamente ao que penso que vai passar-se no Sátão, nas próximas eleições autárquicas, no que ao PSD diz respeito.
Espero que os visados compreendam esta minha “ingerência” num assunto pessoal, mas a sua condição de figuras públicas incentivou-me a fazê-lo…
Tenho como certo que se o PS não fizer muito para além do que tem feito, a vitória do PSD será certa, e, portanto, o cerne da questão é que vai ser o candidato à presidência da Câmara, nas próximas eleições autárquicas… Paulo Santos ou Alexandre Vaz?
Com algumas “zangas” à mistura, a fazer lembrar tempos idos, penso que as coisas se vão resolver da mesma forma de então, com Paulo Santos a cumprir mais um mandato e Alexandre Vaz a reforçar a sua posição de campeão dos dinossauros vice-presidentes de Câmara.
Aposto um almocinho com quem quiser!

domingo, 22 de julho de 2018

ESQUINAS DA VIDA


ESQUINAS DA VIDA
Por Celso Neto

Pedi ao nada que me desse o tudo
Enfrentou-me com ar sisudo…
Seguiu-se um silêncio de cor lilás
Senti o mundo a andar para trás!
Respirei o sim que roubei ao vento
Envolto em nãos, que eram mais de um cento…

Avistei a vida, perdida a passear
Pedi-lhe para durar a “imensidão do mar”
Olhou para mim e retorquiu:
Lembra-te que à morte ninguém fugiu!
Morrer já sem vida não faz sentido
Durar uma eternidade era um castigo!

Imaginei a morte sentada ao luar
A decidir quem é que hoje ia matar…
Senti um arrepio na “espinha”
E pedi-lhe para hoje não ser a minha…
Ficou quieta a espreitar pelo postigo
E disse-me que para morrer basta estar vivo!

Ainda em sonho, cruzei-me com a vaidade humana
Vestida a rigor, com cara de sacana
A rasgar os valores e a pensar só em si
Praguejei pqp…, c…, f… pipipipi…..
Acordei a pensar que não vale a pena tanta merda…
Porque depois de morrer, já ninguém herda!


sábado, 21 de julho de 2018

FRAUDE ou INVEJA?


FRAUDE ou INVEJA?
Por Celso Neto

Ainda há fumo nos ares de Pedrogão, depois da calamidade do ano passado. Fumo negro de fraude e muito provavelmente de corrupção, pois naquele interior abandonado tantos anos, os “poderes” conhecem a “geografia” local. As poucas pessoas que por lá ficam conhecem-se bem e não se me apresenta difícil os autarcas e outras entidades conseguirem fazer um trabalho sério, de apoio às vítimas dos incêndios.
Se tal não aconteceu é porque funcionou o caciquismo e o compadrio em que a política se envolve, para conseguir “arrebanhar” os votos necessários para eleição das suas elites…
Um tal de Alves, presidente de profissão diz que é inveja dos seus opositores! Aguardemos os acontecimentos, mas até lá não resisto a transcrever um comentário que muitas vezes ouvi da boca de um amigo: - “Não me diga semelhante tal…que até me faz parece impossível!”

Arranje lá uns dinheiros
Eu saberei agradecer bem
Mas quero ser dos primeiros
Enquanto o cofre ainda tem…

Vai ser algo complicado
Vamos ver o que se arranja
E se a casa não tiver telhado
Isso cá para o “je”… é canja!

Seja breve por favor
Meu caríssimo senhor
Pode acabar a “massaroca”…

Eu cá estou nas eleições
Venham de lá os cifrões
E vai ver que ninguém nota!