quinta-feira, 9 de novembro de 2017

OS MEUS ANIMAIS

OS MEUS ANIMAIS
Por Celso Neto


Tenho uma cabrita e um cão
Adotei-os como animais de estimação!
Trato-os com muito cuidado…
O pedigree do cão foi-me comprovado
E a cabrita disseram-me que tinha QI muito elevado
Afinal a cabrita tem um feitio “foleiro”
E o cão não passa de um rafeiro…
Apetece-me rir á gargalhada…
Nem eu sei por quê… não se passa nada!
Provavelmente vou chorar, já em seguida
Porque a desfaçatez de alguns já não tem medida!

Se eu tivesse mesmo, um cão e uma cabrita “a valer”
Mandava-os para a escola aprender a ler…
Porque analfabetos é o que mais há por aí

Mas como a minha cabrita… eu nunca vi!

quarta-feira, 8 de novembro de 2017

A CIRCUNSTÂNCIA

A CIRCUNSTÂNCIA
Por Celso Neto

Com maior ou menor relevância
É a circunstância
Da nossa insignificância
Que converte o sonho em fragância…

No caos perfeito que é o Universo
A circunstância é a face e o reverso
Do diverso…
É determinante
Às vezes, paralisante
Outras motivante
Inquietante
Intimidante
E por aí adiante…

É o “antes dos prefixos”
Que nos enche a alma de salpicos
E não distingue pobres e ricos…
É universal
Não é bem nem mal
Nunca é igual…

Às vezes é contornável
Mas um pequeno erro é irreparável…
Há que tê-la em atenção
Sem pensar com o coração!

Em todas as circunstâncias
Temos que medir os tempos e as distâncias!



LEGIONELLA

LEGIONELLA
Por Celso Neto

Ninguém prende os filhos da puta dos administradores
Que nos sujeitam aos criminosos horrores
De alguém morrer no hospital
Da cura e não do mal?
Este desleixo devia ser punível
Mais que não fosse pela falta de nível
De alguém que sendo licenciado
Não passa de um iletrado…
Isto é o pior
No seu melhor!

Como se não bastasse esta incompetência
A garotada da "jurisprudência"
Numa atitude de merda
Não respeitou as famílias pela sua perda
Retirou os corpos para autopsiar
Quando já estavam a velar
Isto é o cúmulo do desrespeito
É um atropelo ao direito
Uma ofensa à dignidade humana
Uma decisão leviana…

Hoje toda a gente sabe ou devia saber
Que de legionella não se devia morrer…
As torres de refrigeração
Devem ser sujeitas a inspeção…
Quem não fizer isso deve ser punido sem contemplação…
Isto é um atentado… não me digam que não!
Os responsáveis deviam ser julgados como terroristas
Que matam sem dar nas vistas…
Quem, por qualquer motivo, fica internado
Não pode morrer devido ao ar condicionado…


PS
Gostava de saber o que fariam as famílias destes incompetentes

Se eles um dia morressem com uma dor de dentes…

terça-feira, 24 de outubro de 2017

O QUE (NÃO) VEMOS

O QUE (NÃO) VEMOS
Por Celso Neto

Agora que (espero) acabaram os incêndios florestais, até ao próximo verão, gostava de perguntar (a quem de direito e dever) de quem é a culpa de construir habitações e empresas isoladas em plena floresta e de fechar os olhos ao matagal que circunda perigosamente as pequenas e grandes aldeias e vilas do nosso Portugal.
Gostava também que (quem de direito e dever) me informasse do resultado da investigação resultante da detenção dos incendiários.
Já agora gostava que (quem de direito e dever) me explicasse o motivo pelo qual continuamos   a permitir a plantação e a existência de eucaliptos nas nossas florestas, depois de sabermos a catástrofe ambiental que eles representam em termos de desertificação dos solos e de diversidade de espécies.
E anda, para terminar, gostava que (quem de direito e dever) me dissesse quem são os grandes responsáveis (locais) pelo estado calamitoso do nosso ordenamento florestal e (se alguém souber) os milhares de milhões que foram gastos com os incêndios e quem os recebeu.

Perante estes e muitos outros graves problemas sem resposta, os nossos (isentos e conceituados) jornalistas mostram-nos a floresta a arder, pessoas a sofrer, animais a ser salvos, entrevistas de oportunistas políticos, fotografias os mortos e tudo o que menos interessa.


Entreguem a carta de jornalista! Metem nojo!

DEBATES

DEBATES
Por Celso Neto

Santana queria debates distritais
Rio achou que isso era debater demais
Não sei como vai ser resolvido o impasse
Espero que este imbróglio se ultrapasse
Os portugueses gostavam de saber
O que é que ambos têm para dizer…

A bem do país há de ser coisa bem pouca
Porque a Direita anda tresloucada, quase louca
Aproveitamento nojento da desgraça alheia…
Mas acerca de soluções… nem uma ideia!
Convidem a Cristas para moderadora
Para serem dois farsantes e uma impostora…

Os Portugueses vão partir o coco a rir
Com a “roupa suja” que vão ser obrigados a ouvir…
Vamos ver quem vai lançar o primeiro foguete
E qual é o primeiro a ir com as costas ao tapete….
Penso que o combate vai ser ganho pelo Rio
O cinismo do staff de Santana…é doentio!

Mas que o resultado seja o que “deus” quiser
Cá por mim…preferia uma mulher!
Mas como vão ser carne para canhão
Qualquer que seja a solução
A realidade não se altera…

O “candidato a sério” já está à espera!

sábado, 21 de outubro de 2017

A NATUREZA

A NATUREZA
Por Celso Neto

As cinzas que restam do verde que era
Vão trazer novo verde florido, na primavera
A infinita Sabedoria de alguém… quem não sei!
Faz com que a Natureza imponha a sua Lei…

Este “Homem” caduco, disfarçado de novo
Afinal não passa de um simplório bobo
Inventa e cria os meios para se massacrar
E depois põe-se a barafustar…

Só pensa em dinheiro, lucro e rendimento
E quando a desgraça entra porta dentro
A culpa é sempre do outro, nunca nossa…

Às vezes merecíamos uma “carroça” …
Depressa esquecemos o que nos fez mossa

E pomo-nos a cuspir fogo, a favor do vento!

quinta-feira, 19 de outubro de 2017

RESPONSABILIDADE AUTÁRQUICA

RESPONSABILIDADE AUTÁRQUICA
Por Celso Neto
Vejo os autarcas a assobiar para os lados
Como se pelos incêndios não sejam culpados…
Era bom que nos mostrassem os “compêndios”
Para vermos os projetos de prevenção de incêndios
Blá blá blá é o que mais se ouve a toda a hora
Gente sem caráter que não sabe onde a vergonha mora!
Com os povoados vazios, onde pouca gente já resta
Aprovam construções no meio da floresta…
Pelos interesses criados, incêndios vai haver sempre
Mas não pode morrer gente…
Melhor do que ninguém as autarquias conhecem a situação
Mas passam quatro anos a preparar a próxima eleição
Dizem sim a tudo para agradar aos eleitores
E depois acontecem estes horrores…
Claro que os governos e os ministros têm culpa
Mas isso, não lhes pode servir de desculpa!
Muitos fazem da Lei…letra morta
Ganhar eleições é o que importa!
Dada a “dimensão” dos necessários meios
O que cada um, por si só, pode fazer… são remedeios!
São necessárias pessoas e máquinas adequadas
Que livrem de perigo as zonas habitadas
O resto até é secundário
Mas é preciso dar caça ao incendiário!