terça-feira, 24 de outubro de 2017

O QUE (NÃO) VEMOS

O QUE (NÃO) VEMOS
Por Celso Neto

Agora que (espero) acabaram os incêndios florestais, até ao próximo verão, gostava de perguntar (a quem de direito e dever) de quem é a culpa de construir habitações e empresas isoladas em plena floresta e de fechar os olhos ao matagal que circunda perigosamente as pequenas e grandes aldeias e vilas do nosso Portugal.
Gostava também que (quem de direito e dever) me informasse do resultado da investigação resultante da detenção dos incendiários.
Já agora gostava que (quem de direito e dever) me explicasse o motivo pelo qual continuamos   a permitir a plantação e a existência de eucaliptos nas nossas florestas, depois de sabermos a catástrofe ambiental que eles representam em termos de desertificação dos solos e de diversidade de espécies.
E anda, para terminar, gostava que (quem de direito e dever) me dissesse quem são os grandes responsáveis (locais) pelo estado calamitoso do nosso ordenamento florestal e (se alguém souber) os milhares de milhões que foram gastos com os incêndios e quem os recebeu.

Perante estes e muitos outros graves problemas sem resposta, os nossos (isentos e conceituados) jornalistas mostram-nos a floresta a arder, pessoas a sofrer, animais a ser salvos, entrevistas de oportunistas políticos, fotografias os mortos e tudo o que menos interessa.


Entreguem a carta de jornalista! Metem nojo!

DEBATES

DEBATES
Por Celso Neto

Santana queria debates distritais
Rio achou que isso era debater demais
Não sei como vai ser resolvido o impasse
Espero que este imbróglio se ultrapasse
Os portugueses gostavam de saber
O que é que ambos têm para dizer…

A bem do país há de ser coisa bem pouca
Porque a Direita anda tresloucada, quase louca
Aproveitamento nojento da desgraça alheia…
Mas acerca de soluções… nem uma ideia!
Convidem a Cristas para moderadora
Para serem dois farsantes e uma impostora…

Os Portugueses vão partir o coco a rir
Com a “roupa suja” que vão ser obrigados a ouvir…
Vamos ver quem vai lançar o primeiro foguete
E qual é o primeiro a ir com as costas ao tapete….
Penso que o combate vai ser ganho pelo Rio
O cinismo do staff de Santana…é doentio!

Mas que o resultado seja o que “deus” quiser
Cá por mim…preferia uma mulher!
Mas como vão ser carne para canhão
Qualquer que seja a solução
A realidade não se altera…

O “candidato a sério” já está à espera!

sábado, 21 de outubro de 2017

A NATUREZA

A NATUREZA
Por Celso Neto

As cinzas que restam do verde que era
Vão trazer novo verde florido, na primavera
A infinita Sabedoria de alguém… quem não sei!
Faz com que a Natureza imponha a sua Lei…

Este “Homem” caduco, disfarçado de novo
Afinal não passa de um simplório bobo
Inventa e cria os meios para se massacrar
E depois põe-se a barafustar…

Só pensa em dinheiro, lucro e rendimento
E quando a desgraça entra porta dentro
A culpa é sempre do outro, nunca nossa…

Às vezes merecíamos uma “carroça” …
Depressa esquecemos o que nos fez mossa

E pomo-nos a cuspir fogo, a favor do vento!

quinta-feira, 19 de outubro de 2017

RESPONSABILIDADE AUTÁRQUICA

RESPONSABILIDADE AUTÁRQUICA
Por Celso Neto
Vejo os autarcas a assobiar para os lados
Como se pelos incêndios não sejam culpados…
Era bom que nos mostrassem os “compêndios”
Para vermos os projetos de prevenção de incêndios
Blá blá blá é o que mais se ouve a toda a hora
Gente sem caráter que não sabe onde a vergonha mora!
Com os povoados vazios, onde pouca gente já resta
Aprovam construções no meio da floresta…
Pelos interesses criados, incêndios vai haver sempre
Mas não pode morrer gente…
Melhor do que ninguém as autarquias conhecem a situação
Mas passam quatro anos a preparar a próxima eleição
Dizem sim a tudo para agradar aos eleitores
E depois acontecem estes horrores…
Claro que os governos e os ministros têm culpa
Mas isso, não lhes pode servir de desculpa!
Muitos fazem da Lei…letra morta
Ganhar eleições é o que importa!
Dada a “dimensão” dos necessários meios
O que cada um, por si só, pode fazer… são remedeios!
São necessárias pessoas e máquinas adequadas
Que livrem de perigo as zonas habitadas
O resto até é secundário
Mas é preciso dar caça ao incendiário!

NA CRISTA DA MOÇÃO

NA CRISTA DA MOÇÃO
Por Celso Neto

Fazer politiquice usando os mortos e a desgraça
Além de ser feio é uma trapaça…
Querem livrar a água do capote de uma forma horrível
Mas por mais que tentem…isso não é possível!
Os portugueses já conhecem as políticas da direita
E tudo o que por detrás delas está à espreita…
Cristas, Passos e os seus lacaios demagogos
Semeiam veneno e hipocrisia a rodos

Ou muito me engano ou vão acabar na sarjeta
A não ser que a esquerda empurre o Costa para a valeta…
Não tenho a certeza do que vai acontecer na Assembleia
Mas penso que a esquerda não vai deixar-se cair na teia…

Penso que o PS deve manter uma posição de firmeza
E obrigar o PC e o Bloco a falar com clareza
Se tivermos que ir a eleições
Logo se hão de ver as conclusões…
A Democracia é mesmo assim

Tem quase tudo bom, mas também tem ruim!

terça-feira, 17 de outubro de 2017

APETITES

APETITES
Por Celso Neto


Apetece-me chorar pelos que disso não são capazes
Zangar-me para depois fazer as pazes
Com o meu pensamento revoltado
Com o deus dinheiro, que manda em todo o lado!

Será que não há dinheiro suficiente
Para os gananciosos encherem o ventre?
Que fiquem com todo e mais algum…
Quando morrerem já não precisam de nenhum!

Deixem-me dar graças… pela inevitabilidade da morte
Mesmo daqueles a quem coube a sorte
De não terem miséria nem sofreram privações

Leva todos, ricos e pobres, sem contemplações
Não aceita pedidos, nem atende reclamações
E continua(rá) a ser o elo mais forte!


segunda-feira, 16 de outubro de 2017

À NOITE

À NOITE
Por Celso Neto

Escuto a noite e cheiro o frio
Imagino as estrelas presas com um fio
Saboreio o mar e a sua imensidão
Abraço a grandeza da verdade e da razão
Respiro o horizonte atrás da qual Sol se esconde
Procuro a Sorte, mas não sei onde…

No cantinho das minhas recordações
Num labirinto de emoções
Encontro os sonhos de criança
Tento Imaginar a Natureza numa dança…
Recordo viagens e aventuras
Viajo para lá das nuvens escuras
Que impedem a lua de brilhar para mim…
Agarro a vida… com frenesim
Sempre a tentar adiar o fim!
Na incerteza permanente

Rasgo caminhos e sigo em frente!