domingo, 30 de maio de 2010

...é uma Alegreia!

Embora não me identificando completamente com a candidatura de Manuel Alegre (nas últimas presidenciais votei Soares) apoio-a; em primeiro lugar porque nunca votaria Cavaco (ainda não me esqueci do “monstro”que criou e agora tanto critica e nada faz para acabar com ele, nem do sítio onde, com a sua complacência foram muitos dos “rios” de dinheiro que recebemos da Europa, nem de logo que tirou o Papa do colo, ter corrido para o gabinete para aprovar o “casamento gay”); em segundo lugar porque penso que é a única candidatura da esquerda, (a que pertenço e às vezes critico), que tem possibilidades de vencer.
Que me perdoe o candidato Fernando Nobre, humanista de honestidade inquestionável, que surpreendentemente vi aparecer nesta corrida que não tem “condições materiais” para ganhar e que espero não venha a afectar o seu percurso na AMI, onde tanto e merecido prestígio granjeou.
O partido socialista depois de muito “treino à porta fechada” lá conseguiu ultrapassar as dificuldades internas e o pedido de apoio ao histórico do partido, feito por José Sócrates à Comissão Nacional recebeu um sim, apenas negado por cerca de uma dezena. Não sei quem dirigiu os treinos, neste longo período que antecedeu o grande derby, mas o trabalho resultou, porque depois de tanto tempo, estava à espera que o consenso não fosse tão alargado.
Sócrates, com o argumento de que o programa de Alegre é o único que se cruza com o do PS, convenceu a Comissão Nacional. Francisco Assis ao dizer que “Alegre é candidato do progresso, da cultura, com uma visão de Portugal moderno” e que “os socialistas estão convencidos que é o melhor candidato para unir os portugueses” já deu o mote.
A minha pequena dúvida é se tudo isto tem verdade. Pelo andar da “máquina”em breve saberemos.

Aprender a ser pobre temporário?

Até há pouco tempo (antes desta crise generalizada, que serve para ninguém assumir as culpas e justifica todos os procedimentos de rapina aos nossos bolsos) havia muitas pessoas que, se não se metessem em buracos, conseguiam fazer um trajecto de vida mais ou menos previsível sendo possível planeá-lo, minimamente, com alguma segurança.
Hoje os dias são outros, com aqueles que se “adaptaram demasiado” à segurança e “cristalizaram” a servirem de justificação para tudo poder ser incerto e imprevisível. É hoje muito provável que alguém tenha uma vida tranquila e de um momento para o outro, tudo se modificar e passar a ter uma vida, que é um inferno, sem dinheiro e sem emprego, com os filhos para sustentar e educar, a casa e o carro para pagar, as doenças físicas, a revolta e as neuroses para medicar…
Quem já foi pobre, com alguma calma e paciência, tem mais probabilidades de contornar a situação, porque ainda se lembra, certamente, do tempo em que contava os tostões e conseguia sobreviver… Relativamente aos seus filhos o caso muda completamente de figura, porque a esmagadora maioria deles não conheceu miséria, sempre viveu bem, mesmo que algumas vezes com grande sacrifício dos pais que tudo fizeram para os “aproximar” do patamar onde vivem os mais ricos.
Não me atrevo a adiantar consequências sociais desta nova realidade, principalmente nas crianças, jovens e adultos jovens, mas parece-me que não há-de ser nada de bom… (para os mais velhos, o prozac e o xanax podem até ser eficazes, mas o pior é que transformam em “couves” respeitáveis pessoas que nos habituámos a admirar…)
É muito fácil dizer que temos que nos adaptar ao mundo de incerteza permanente, o pior é adaptarmo-nos mesmo.
É muito fácil criticar quem se endividou. O problema é a maior parte dos críticos não o fizeram, porque felizmente não precisaram de o fazer para governarem a suas vidas.
É muito fácil dizer que temos que apertar o cinto, só que quem nos manda apertá-lo não precisa de o fazer.
Se dermos ouvidos aos defensores do despedimento livre e continuarmos neste paradigma de acumulação de várias fontes de rendimento de alguns, impedindo o acesso dos jovens ao mundo do trabalho, é asneira da grossa.
Perante tantas dificuldades dos nossos jovens adultos não faltará quem recomende “Aprendam a ser pobres! Mas ,sinceramente, não me parece que esse seja o caminho certo, nem me parece que resulte.
Ouço muita gente dizer que, agora, só é pobre quem quer, mas eu não acredito. (Adaptada à situação de remediada a minha mãe dizia-me tranquila: “sempre houve pobres e ricos e sempre assim será.” Agradeço muito o teu “calmante” mãezita, mas os ricos do teu tempo e do teu mundo, não eram iguais ao de hoje. Se cá viesses e os visses e soubesses o que fazem, benzias-te com a mão canhota, e, se visses os pobres de hoje… desmaiavas, porque uma boa parte deles seguiu os conselhos que me davas e a fez a vida que sempre me pediste para ter!)
A “solução” de aprender a ser pobre, mesmo temporariamente, não me atrai… Admito que nem todos podem ser ricos (eu próprio gostava e não sou) mas com o conhecimento e a tecnologia de hoje, se os nossos governantes não conseguem erradicar a pobreza deste “quintalzinho”, bem podem dedicar-se à apanha de malvas e lavar o rabinho com elas. (cuidado que os campos “estão às silvas” e podeis picar as “mãozinhas”!)

sábado, 29 de maio de 2010

O dia em que a sardinha comeu o polvo, que comeu o tubarão…

Sei que o TGV, o Aeroporto, a 3ª ponte sobre o Tejo e as auto estradas não são para benefício destes pobres/remediados que somos a esmagadora maioria dos portugueses, mas também sei que com as nossas potencialidades sobretudo turísticas, ficar orgulhosamente sós (como no passado) aceitando que a Europa (e o mundo) termine em Espanha, compromete seriamente o nosso sonho de um dia deixarmos de ser a “cauda” e a maioria desta gente laboriosa, competente, ordeira, acolhedora e paciente (às vezes outras coisas que eu não digo e que muito me irritam e entristecem) viva com a dignidade a que tem direito.
Não é preciso estudar muito nem ser muito inteligente para perceber as razões pelas quais o PP e o PSD querem um Estado enfraquecido, pouco interventivo, fora da esfera económica e social. Temos que respeitar os seus motivos e aspirações, mas como isso é um problema que a todos afecta, quem assim não pensa não pode adormecer ao canto do cisne e (quanto a mim) tem que defender um Estado social FORTE, que privilegie o trabalho e não a subsídio dependência, seja intransigente no combate à corrupção e poupado nos seus gastos (que, no presente e no passado recente, muitas vezes, são verdadeiras “sumptuosidades faraónicas”), entre outras qualidades que o bom senso e os direitos humanos aconselham, vertidas em leis (poucas, mas boas e de aplicação rápida).
Porque pouco sei desta Economia cujos “representantes” sistematicamente se “apoiam” na nossa falta de competitividade para justificar a nossa “desgraça” (apesar de serem vergonhosos os salários de quem trabalha para muitos deles) não compreendo muito bem o que é que a dificuldade de as empresas recorrerem à banca, para financiarem os seus projectos, tem a ver com a suspensão do TGV, do novo aeroporto e de outras obras de igual ou superior envergadura. Pensava eu que havendo grandes empreendimentos do Estado em sectores que são absolutamente decisivos para o desenvolvimento do país, isso, para além de nos colocar na “órbita” do mundo, beneficiaria as nossas empresas, proporcionando-lhes trabalho, que seria um cotado “fiador” para conseguirem financiamento junto da Banca. Atribuía essa dificuldade das empresas à falta de cumprimento de compromissos anteriores, fruto de muitas idas de dinheiro emprestado para off shores e outros destinos, mas pelos vistos para certos senhores a receita para as nossas empresas é que paguem as dívidas com dinheiro emprestado e peçam mais algum para aumentar a dívida, que pagarão com dinheiro emprestado …
Com a Economia parada quem é que empresta dinheiro às empresas, sabendo de antemão que não vão honrar os compromissos, porque não têm a quem vender os seus produtos?
Caído do céu (especulação e lavagem) nas mãozinhas sujas (ainda por cima) de muitos “eurobarrigudos”o “dinheiro” é fruto de truques e habilidades e não o resultado da actividade séria de quem investe e trabalha.
O “problema novo” é que contrariamente ao que pensavam alguns gananciosos, à hora do” jantar” aparece sempre mais um, tanto ou mais ganancioso como os demais e o “bolo” que não tem fatias infinitas, fica em migalhas, que não satisfazem ninguém, mas que “equivalem” ao bolo. Para mim é na tentativa de reconstrução deste bolo que reside a causa de todos os males, porque ao iniciar a tarefa de “reconstruir uma fatia”, logo aparece quem a queira comer e deixar os outros sem nada. São os vampiros a tentar comer-se uns aos outros… porque a insegurança e os perigos afectam também os “donos do (mundo) dinheiro…
Para “complicar” este “manjar em que todos ficam com fome” (mesmo os empanturrados) o “pé descalço” a que querem reduzir-nos já aprendeu a fazer manguitos e a sua capacidade de aprendizagem não vai ficar-se (espero eu) por aqui… De uma forma ou de outra, a favor ou contra, mais tarde ou mais cedo, o sistema vai falir e vamos ter que encontrar uma “nova ordem”
Naquilo que nos diz respeito, ouço os letrados na matéria dizerem da nossa situação coisas perfeitamente díspares, o que me leva a concluir que sobre o assunto não existem “verdades absolutas” nem “receitas milagrosas”. Existem indicadores que nos dizem que o Estado “estraga” muito dinheiro e isso tem que ser corrigido (com exemplos vindos de cima, o que ainda não aconteceu suficientemente), mas eu continuo à espera que algum economista de renome me diga como e quando é que nós portugueses, integrados numa União (EU) que foi formada para o bem comum, conseguiremos alcançar o nível económico e social de outros países, que quase têm que limitar-se a gerir a sua “modernidade”, construída em altura de vacas gordas, que lhes convinha.
A União Europeia foi criada para a “mudança” ou é apenas um “tampão de apaziguamento para manter as supremacias”?
Portugal (e outros países de governo a destoar) só “vale” para consumir produtos e serviços, que incluem muito “lixo” a troco do “benefício” de salvaguarda do futuro de uns quantos? (bafejados pela sorte)
Que venha o DIA (um qualquer). Nós já cá estamos!

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Não (nos) matem o sonho...

Os políticos portugueses são homens e mulheres como nós, preocupados com a sociedade em que vivem e, evidentemente, com eles próprios. Seria desumano exigir-lhes que tratassem das nossas vidas e se esquecessem deles próprios, exigindo-lhes que fossem tão bons como aquele patrão que era tão bom, tão bom, tão bom, que morreu pobre e deixou ricos todos os seus empregados!
Há em muitos de nós uma “tendência (inata?)” para considerar os políticos seres especiais que têm que fazer tudo bem e depressa, havendo mesmo muitos que lhes ficariam gratos se eles os libertassem da “trabalheira” de pensar.
Convém não esquecer que cada vez se torna mais difícil a “arte de governar” (frequentemente substituída pela arte de governar-se), em que a crescente dificuldade se deve muito ao “aperfeiçoamento” daqueles que (provavelmente por pensarem que são imortais) fazem da acumulação de riqueza o fim último das suas vidas e que, sem olhar a meios para atingir os fins, transformam o mundo num inferno, quando existem recursos para que pudesse ser um paraíso
Culpar os políticos por tudo o que de mau existe e nos acontece não passa de demagogia barata. Temos que estar atentos a alguns espertalhões que tudo fazem para “sacudir” o protagonismo para os políticos, para melhor poderem “abichar”…Fiquem de pé atrás com aqueles que dizem que não querem nada com a política, porque muitos (não todos) são hábeis em “política rasteira”, verdadeiros lobos vestidos com pele de cordeiro. (Aceito e respeito a opinião séria de muita gente que vive concentrada no seu “métier” e a sua intervenção política se resume a participar nos actos eleitorais.
É urgente dignificar a Política e os políticos, porque sem ela voltaríamos à idade da pedra. Precisamos de ser exigentes e nunca, por nunca, ficar de braços cruzados a “ver o que acontece”.Temos que desculpar-lhes alguns erros, porque errar é humano e só erra quem faz. Mas não podemos permitir que firam de morte a nossa dignidade quando querem que deixemos de sonhar e de acreditar em nós próprios…
Deixem-nos sonhar!
Lembrai-vos meus ricos senhores ministros, secretários, sub secretários, sub sub secretários, assessores, sub assessores, presidentes, vice presidentes, adjuntos, sub adjuntos e auxiliares de adjuntos, deputados, gestores, secretários, seguranças, motoristas, ajudantes de motorista, juízes, meretrizes, chefes. chefinhos e chefões, guardiões, relatores, conselheiros, aconselhadores, embaixadores , porteiros, roupeiros, jardineiros, limpadores, directores, sub directores, vogais e todos os demais, “que o sonho comanda a vida e que sempre que um homem sonha o mundo pula e avança”… Desempenhai com brilho e galhardia a vossa nobre missão. Viajai e conhecei o mundo e as suas gentes, levai-nos o último tostãozinho e sede felizes com ele, mas por favor não matem o nosso sonho de que um dia estas coisas hão-de mudar e o mundo será diferente e melhor. Lembrai-vos que “não há machado que corte a raiz ao pensamento” e que nesse mundo novo… o vento e as estrelas são do povo

domingo, 23 de maio de 2010

Deus é homem?

Uma mulher foi ordenada numa igreja de Itália. A nova sacerdotisa, Maria Vittoria Longhitano, de 35 anos, casada e mãe de duas crianças, pertence à Igreja Vetero Católica Italiana. Segundo afirmou "sem as mulheres, o catolicismo, que é sinónimo de universalidade, fica como que estropiado, porque metade da humanidade não participa na missão de Cristo".
Com argumentos que me parece não irão”vingar” por muito tempo, a Igreja Católica só aceita homens para padres e bispos, argumentando que foi essa a prática instaurada por Cristo, que escolheu como seus apóstolos 12 homens. Esta fuga para a frente baseada na tradição, (como se a tradição, por si só, fosse razão que justificasse a perpetuação de tudo, mesmo das injustiças), parece-me completamente desajustada, tal como a de não deixar casar os padres (“ignorando” hipocritamente o que se passa, em termos da vivência da sua sexualidade). Os apóstolos não eram casados?

È evidente que, o cada vez menor número de vocações masculinas para o sacerdócio não justifica, por si só, a entrada das mulheres nele, mas parece-me que deve ser tido em conta. Os católicos têm que reflectir muito sobre as causas que levam a que as Igrejas estejam demasiadas vezes”vazias” e haja cada vez menos vocações, sem se refugiar “nos males” da sociedade actual, porque é na sociedade real que a Igreja existe e tem que actuar e não noutra que idealize… (que até dispensaria a sua acção!).

Não sei se vai ser, ainda, no meu tempo que vamos assistir a Missas celebradas por mulheres, mas parece-me que sim! Tenho a certeza que o acesso das mulheres aos altos cargos da hierarquia católica vai ser combatido por aqueles que hoje combatem o seu acesso ao sacerdócio, mas a curto prazo, as sacerdotisas serão uma realidade e tudo “seguirá pelos caminhos de Deu” até que se consiga a igualdade plena entre homens e mulheres em tudo o que constitui a vida neste mundo.

Em minha opinião a Igreja Católica tem demasiados problemas graves para resolver no seu interior que desaconselham a sua “insistência em não permitir acesso das mulheres ao sacerdócio, que já foi objecto de várias declarações da Santa Sé, rejeitando essa possibilidade.
Pergunto se a partir do momento em que são baptizadas, pode ser negado às mulheres o direito a ser sacerdotisas?
Com todo o respeito por quem estuda aprofundadamente as questões da Igreja e das Religiões, onde de certeza se incluem as hierarquia da Igreja Católica (que será a última a estar interessada na sua extinção), sou de opinião que não há sustentabilidade para declarar que as mulheres não podem representar Cristo sacramentalmente…

Termino como comecei: Deus é Homem?

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Bruna Real ao confessionário!

Quero começar por te dar os parabéns minha jovem. Conseguiste pôr Portugal ao rubro, uns contra, outros a favor da tua decisão de posares, com a roupinha que te Deus te deu, para a Revista Playboy. Ainda não vi a revista (certamente editada em alta definição), mas tenho a sensação que hás-de ser “fogo que arde e se vê”!

Quando”rebentou a bomba”pensei que te tinhas despido na sala de aula rodeada de criancinhas ou que tivesses andado a tirar fotografias todinha nua na escola, mas depois constatei que não e fiquei espantado com aquele alarido na comunicação social.

De falsos moralistas está o inferno cheio e muitos dos que reprovam a tua atitude e te “excomungam” , quando morrerem vão para lá direitinhos… porque à socapa fazem coisas bem piores que tu fizeste, merecedoras, essas sim, de Divino castigo.

Se me permites a sugestão, uma vez que és maior e vacinada, (se fosses criança podia ser arriscado) procura um padre e confessa que tens duas mãos, uma cabeça, duas pernas, um pipi e duas maminhas, que puseste ao léu e que te renderam uns cobres. Não te esqueças de invocar em tua defesa o facto de não teres obrigado ninguém a comprar a revista, porque isso vai certamente atenuar o teu “pecado”. Explica, o melhor que fores capaz, que o que fizeste é Pura (e atraente) Arte, bem melhor do que alguma de alguns famosos, que nos brindam com nus de mulheres mal feitas, feias, gordas e peludas… Das alturas, Deus Nosso Senhor perdoar-te-á, mesmo que seja verdade o que dizem algumas “ciumentas” , quando te acusam de teres maminhas de silicone. Que importa que sejam de silicone, se cumprem o objectivo de “regalar os machões” onde se escondem tantos os falsos moralistas, e “atiçar” algumas esposas para não terem tantas “dores de cabeça” na hora da verdade…

Com tanta “reboliço” ainda cheguei a pensar que se tratava de mais uma tentativa para denegrir a imagem dos professores, (tanto do gosto dos nossos governantes e de alguns miguelitos...), mas abandonei essa tese. Inclino-me mais para que seja uma manobra de diversão para nos fazer esquecer da crise e continuar a “lavar” actos de “ pedofilar”, “fufar”, “gayar”, catrapiscar com a esposa do nosso melhor amigo, dormir com o namorado da nossa melhor amiga ou ter um caso com o marido da vizinha, desde que isso não saia na playboy.

Não faço ideia como reagiram as criancinhas ao teu “despudor”, mas atrevo-me a dizer que nem reparariam nisso se não fosse a “hipocrisia” de alguns adultos que consomem pornografia às toneladas e têm vidas muito “complicadas”, mas continuam a fingir que são “respeitáveis cidadãos” e a exigir dos outros aquilo que não fazem.

Minha cara Bruna:

Não te digo para parares nem para continuares, porque isso só a ti diz respeito. Para mim serás Bruna, sejas modelo ou freira. Se te deixarem ser professora mantém-te de pé, se não deixarem…mantém-te de pé, na mesma!

Peço-te encarecidamente que não te cases com uma mulher! Se tivesses feito isso, talvez, muitos daqueles que querem que deixes de leccionar, optassem por ser cegos, surdos e mudos, mas repito, peço-te que não o faças. Faz a tua vida normal e espera para ver o que acontece quando dois professores, funcionários ou alunos do mesmo sexo decidirem “dar vida aos seus afectos” na escola.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Cavacamento gay... sou contra!

Tenho um amigo que não consegue articular o som Z, trocando-o frequentemente por G. (não sei qual é o nome científico desta “diferença” , mas confesso que, a princípio isto me causava uma impressão dos diabos).

No dia em que ele chegou ao pé de mim e me disse “oh viguinho, o que pensa do cagamento zay?” não resisti a dar uma sonora gargalhada que lhe provocou uma reacção de espanto e me fez corar, porque imediatamente percebi que ele não tem culpa de ser assim e os gays/lésbicas merecem todo o nosso respeito.

Quando Cavaco Silva promulgou o diploma que passa a ser lei, lembrei-me deste episódio algo caricato e não resisti a escrever meia dúzia de linhas sobre o assunto que, confesso, considero um disparate de todo o tamanho e que ofende aqueles que, como eu, respeitam as diferenças, mas não estão dispostos a viajar no mesmo barco daqueles que optam por exibir a sua “distorcida”sexualidade, querendo impô-la a toda a gente…

Fazer chover no molhado com uma lei que nada adianta aos direitos dos homossexuais (que estão legalmente salvaguardados) para além de ser ridículo, compromete os direitos de quem assumiu casar-se, quando o conceito de casamento não inclua gays nem lésbica, e que tem como única solução (para não pertencer ao novo grupo dos casados) o divórcio, que utilizado para esse fim, seria uma aberração do tamanho do casamento homossexual.

A hipocrisia política atingiu o auge! O lobby gay impôs-se definitivamente e tudo indica, atingiu as altas esferas da governação. Neste ritmo, qualquer dia temos que pedir desculpa por não sermos homossexuais e para aceder a algumas “posições”o nosso “currículo” não será o mais adequado… Se a moda gay atinge a classe médica, como parece ter atingido a classe política, não estará longe a era dos transplantes de útero, de pénis com sémen fértil e de seios de amamentar!

Abriu a caça ao voto. As elites de todos os quadrantes estão com os gays. Resta ao povo fazer-lhes o manguito, mesmo que isso lhe custe o epíteto de reaccionário!

Não sei bem porquê, mas este casamento” politicogay” cheira-me a esturro!